Pessoas diagnosticadas costumam ter outros problemas psicológicos
Outro achado do estudo alemão foi a alta taxa de outros transtornos psiquiátricos entre os jovens com diagnóstico com disforia de gênero.
Em 2022, cerca de 72,4% deles também apresentaram pelo menos um outro diagnóstico. Os mais comuns eram:
- depressão;
- transtornos de ansiedade;
- transtorno de personalidade borderline;
- Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e
- transtorno de estresse pós-traumático.
Segundo a pedagoga, aponta que esse tipo de dado mostraria que a “indústria trans” têm se aproveitado de situações de vulnerabilidade:
"Observaram também que 72,4% das pessoas que eram não conformistas de gênero tinham, pelo menos, um outro diagnóstico psiquiátrico. [...] Isso demonstra que a indústria transgênero explora os mais vulneráveis emocionalmente, oferecendo a solução simples e mentirosa de que elas nasceram no corpo errado e que, ao transicionarem, todos os seus problemas serão resolvidos."
Diagnósticos aumentam entre os mais jovens
O estudo alemão também observou um aumento expressivo na quantidade de diagnósticos na população jovem (5 a 24 anos) ao longo de uma década.
Entre 2013 e 2022, o número de diagnósticos confirmados em pelo menos um trimestre do ano aumentou quase 8 vezes, de 22,5 por 100.000 jovens para 175,7 por 100.000.
O pico de diagnósticos foi em 2022, quando adolescentes do sexo feminino com idade entre 15 e 19 anos, com uma taxa de 452,6 casos por 100.000 jovens.
A pesquisa, intitulada "Gender Identity Disorders Among Young People in Germany: Prevalence and Trends, 2013-2022", foi publicada no periódico científico Deutsches Ärzteblatt International em 2024.
Os dados foram extraídos do sistema nacional de faturamento de seguros de saúde da Alemanha.
Aproximadamente 13,4 a 14 milhões de jovens entre 5 e 24 anos estavam registrados durante o período de 2013 a 2022.
O foco foi no diagnóstico psiquiátrico F64 da CID-10 ("transtornos de identidade de gênero") confirmado em pelo menos um ou dois trimestres de um ano civil.
Os próprios autores do estudo alemão são cautelosos. Eles afirmam que seus dados não mostram as causas para o aumento de diagnósticos.
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