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MST e a morte de gado: as investigações do polêmico caso da fazenda Cedro

Acusações de crueldade contra animais em áreas de conflito levantam questões sobre a atuação do movimento.

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
Membro do MST em frente a um bloqueio de pneus queimando.
Fonte da imagem: Canal Rural

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Fazendeiros acusam o MST de matar animais, inclusive prenhos, em áreas invadidas e fazendas disputadas.

O grupo, no entanto, nega as acusações afirmando que se tratam de tentativas de criminalizar sua luta:

Para nós, Movimento Sem Terra, isso não passa de mais uma acusação infundada com o intuito de incitar o ódio de setores conservadores da sociedade contra as formas legítimas de manifestação pelos direitos sociais garantidos pela constituição brasileira”, afirma uma nota de 2015.

A denúncia que ganhou mais repercussão aconteceu em 2015, na fazenda Cedro, em Marabá (Pará).

  • A Brasil Paralelo está preparando um documentário exclusivo sobre o MST, um dos grupos mais polêmicos do país. Mais informações em breve.

O choque em Marabá (PA): crueldade e acusações na Fazenda Cedro

Relatos e imagens fortes descreveram a morte de dezenas de vacas da raça Nelore, muitas delas receptoras de embriões de alto valor genético

O número de animais mortos pode ter variado entre 30 e 50 animais mortos em dois ataques, resultando em prejuízos diretos estimados em mais de R$ 200 mil

As descrições incluíam cenas de extrema crueldade, como animais alvejados, mutilados, decapitados e até fetos retirados de vacas prenhas e deixados pelo chão

O gerente da fazenda acusou os integrantes do movimento pela matança, a região convivia com uma ocupação do MST há seis anos. 

A fazenda já havia sido marcada pela disputa entre proprietários e membros do grupo. Em 2012, seguranças teriam atirado contra manifestantes, ferindo 22 pessoas.

A gravidade das denúncias de Marabá levaram à mobilização de uma força-tarefa composta por agentes da Polícia Rodoviária Federal, da Civil e da Militar.

Funcionários de órgãos como o Instituto Nacional de Reforma Agrária (Incra), do Ministério Público e da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (ADEPARÁ) também foram acionados.

O caso foi para a arena política, deputados como Fernando Francischini e Eduardo Bolsonaro usando as denúncias para atacar o MST e tentar convocar uma CPI, mas não conseguiram as assinaturas necessárias

As investigações não conseguiram determinar quem de fato matou os animais

A perícia técnica esteve no local, confirmou a mortandade e coletou cartuchos de espingarda calibre 20, tratados como indícios.

A força-tarefa descobriu que 12 açougues na região estavam vendendo carne sem origem comprovada

O delegado Delgado mencionou levantamentos que indicavam que essa carne poderia ser proveniente da fazenda

Essa linha investigativa, focada em um possível mercado clandestino abastecido por roubo de gado, aumentou a quantidade de suspeitos.

As autoridades não conseguiram determinar se os animais foram mortos por militantes do MST ou por criminosos comuns

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