O amigo dos americanos
Esse não é o primeiro gesto de aproximação entre o empresário e o governo americano. Ele havia doado aproximadamente US$5 milhões para a festa de posse de Trump, o equivalente a R$26,7 milhões.
Pouco depois, suas empresas entraram na Bolsa de Valores de Nova Iorque, que estava travado pela Comissão de Valores Mobiliários americana.
Além disso, ele conseguiu recuperar o visto para entrar nos EUA, que estava barrado desde a época da Lava Jato.
Joesley chegou a se encontrar com Trump em setembro para uma audiência na Casa Branca para discutir as tarifas contra o Brasil. Suas empresas empregam mais de 70 mil americanos.
Joesley falou com maduro e avaliou novo governo da Venezuela
Em meio às tensões entre EUA e Venezuela no final do ano passado, o empresário se colocou como um ator importante.
Ele viajou para Caracas no dia 23 de novembro para conversar com o então ditador Nicolás Maduro, segundo o site Bloomberg.
Durante a conversa, o dono da JBS teria repetido o apelo de Trump para que Maduro renunciasse e garantisse uma transição pacífica no país.
A Bloomberg afirma que funcionários do governo americano sabiam, mas Joesley foi por iniciativa própria.
Após a operação americana que prendeu Maduro no começo deste ano, Joesley voltou ao palácio de Miraflores para conversar com a nova presidente Delcy Rodrigues.
Os dois conversaram sobre a estabilidade do governo e as perspectivas de investimentos, segundo apurou a CNN.
Apesar de não ocupar nenhum cargo público, o bilionário tem sido procurado pelos governos do Brasil e dos EUA para falar sobre suas impressões da nova gestão.
Após a conversa com Delcy Rodrigues, ele foi para Washington, onde conversou com oficiais americanos, segundo a Reuters.
Joesley repassou opiniões positivas sobre o novo governo e disse que o regime se prepara para uma abertura para o mercado internacional.