"Lula é antissemita. Isso não é um exagero. É baseado em suas ideias, seus conselheiros, suas palavras e suas ações.”
“O principal formulador da política externa de Lula e seu principal assessor, Celso Amorim, escreveu o prefácio de um livro que elogia o Hamas e o apresenta como um grupo político normal”, disse Flávio durante a Conferência Anual de Combate ao Antissemitismo.
O pré-candidato à presidência também disse que, se for eleito, se alinhará a Israel:
“Israel está na linha de frente da democracia contra a barbárie. Deixe-me dizer isso claramente, o Brasil deve estar com Israel, com os judeus, com as democracias que lutam contra o terror.
O Brasil se uniu a Israel na luta contra o terrorismo, sem desculpas e sem duplo padrão. Infelizmente, esse legado foi quebrado. Hoje, o antissemitismo não é um problema menor, não é apenas parte do passado, é real e uma ameaça global".
O prefácio mencionado pelo senador é do livro "Engajando o Mundo: A Política Externa do Hamas", de Daud Abdullah. Ao longo de seu discurso, ele elogiou a ação dos EUA e do presidente argentino, Javier Milei:
"Os acordos liderados pelo grande presidente argentino, Javier Milei, são um passo histórico. Eles fortaleceram as ligações diplomáticas, econômicas e institucionais entre Israel e as democracias latino-americanas. E deixe-me dizer isso claramente: se depender de mim, o Brasil assinará oficialmente os acordos em janeiro de 2027", declarou.
Na abertura da conferência, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, citou Flávio e Eduardo Bolsonaro como convidados ilustres:
O que são os Acordos mencionados por Flávio Bolsonaro?
Inspirados no modelo de paz do Oriente Médio, os Acordos de Isaac são um pacto de cooperação entre Israel e países da América Latina, com a Argentina à frente da articulação.
Os países passam a ter acesso facilitado a soluções israelenses em áreas como segurança digital e defesa. A ideia do acordo é unir governos que buscam modernizar sua infraestrutura e consolidar Israel como o principal parceiro tecnológico da região.
Durante o evento, Flávio afirmou em uma indireta a Lula que "o próximo presidente brasileiro não será persona non grata em Israel" e que os dois países "compartilham uma longa e honrosa história com valores compartilhados".
Por que Lula foi considerado “não bem-vindo” em Israel?
Em fevereiro de 2024, durante uma cúpula na Etiópia, Lula comparou as operações militares israelenses em Gaza ao extermínio de judeus promovido por Hitler:
"O que está acontecendo na Faixa de Gaza e com o povo palestino não existe em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu quando Hitler resolveu matar os judeus."
O jornal americano The New York Times destacou que a comparação causou uma "tempestade diplomática", levando Israel a repreender formalmente o embaixador brasileiro no Memorial do Holocausto.
Em declarações posteriores, reportadas pela Reuters e pelo The Guardian, Lula reiterou suas críticas, afirmando que não utiliza a palavra "Holocausto" por erro, mas para denunciar o que chama de "genocídio" e "punição coletiva".