Lula encontrou Toffoli e Haddad para falar sobre Banco Master em almoço fora da agenda oficial
Ministro do STF teria a chance de “reescrever sua biografia” com o caso, disse o presidente.

O ministro Dias Toffoli é um dos principais personagens nas investigações sobre o esquema do Banco Master.
Relator do caso, ele tem sido alvo de críticas por ter decretado sigilo sobre as investigações e pela forma como tem conduzido a situação.
Pouco tempo após ter declarado sigilo sobre o caso, o ministro teve uma reunião fora da agenda com Lula e com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, segundo o jornal o Globo.
Os três almoçaram juntos na Granja do Torto. Durante a refeição, Haddad detalhou como funcionava o esquema do banqueiro Daniel Vocarno.
Ao fim da conversa, Lula disse que Toffoli “tem agora a chance de reescrever a sua biografia" através das investigações.
Na semana passada, o ministro tentou marcar uma nova reunião com o presidente no mês que vem. Até o momento não há informações sobre a resposta para o convite.
Entenda melhor o caso do Banco Master e o que ele tem revelado com o especial da Brasil Paralelo. Clique aqui para assistir completo.
Toffoli não é o único ministro do STF criticado no caso
Uma reportagem do jornal O Globo acusa Alexandre de Moraes de ter mantido conversas com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
Na época, o banco ainda buscava autorização do BC para ser comprado pelo Banco de Brasília (BRB).
O caso ganhou ainda mais repercussão com a revelação de que o escritório de advocacia da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, mantinha um contrato com o Banco Master.
O acordo previa pagamentos mensais de R$3,6 milhões entre 2024 e 2027, totalizando cerca de R$130 milhões.
A ONG Transparência Internacional, que avalia o funcionamento de instituições públicas, divulgou diversas críticas à atuação de Moraes e sua esposa em suas redes sociais:
“O contrato de 129M da esposa do min. Moraes com o Master é o mais escandaloso e grave caso de lobby judicial da história brasileira,” declarou em uma publicação.
“Se não há registro de atuação de Viviane Barci junto ao BC, mas era o min. Moraes que intercedia diretamente com Galípolo por Vorcaro, os 129 milhões eram para pagar o serviço de quem?”
Em nota, o ministro afirmou que teve reuniões com o presidente do Banco Central, mas foram exclusivamente sobre a Lei Magnitsky, a qual ficou sujeito entre os meses de julho e dezembro:
"O Ministro Alexandre de Moraes esclarece que, em virtude da aplicação da Lei Magnitsky, recebeu para reuniões o presidente do Banco Central, a presidente do Banco do Brasil, o Presidente e o vice-presidente Jurídico do Banco Itaú", diz a nota.
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