Todos os dias a Polícia Federal tem feito descobertas sobre esse que promete ser um dos maiores casos de corrupção da história do Brasil. Hoje mesmo, a PF irá ouvir oito investigados em busca de entender o que está acontecendo.
Os números envolvidos no esquema são tão altos e envolve tantas pessoas do alto escalão do poder, que o caso se tornou tema de uma das mais prestigiadas revistas do mundo, a The Economist.
A edição reúne os principais episódios do caso Banco Master, a partir da decisão de Daniel Vorcaro de vender a instituição ao Banco de Brasília.
A negociação fracassou após o Banco Central identificar irregularidades, como balanços adulterados que indicavam que a saúde financeira da instituição não era real.
Ao constatar que o banco não tinha recursos suficientes para honrar seus compromissos, o BC barrou a operação e deu início às investigações.
O relato avança para as relações de Vorcaro com figuras políticas, entre elas o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, que defendeu a venda do banco mesmo após alertas técnicos contrários.
Surgem também contratos e encontros que ampliaram o alcance do caso, como um acordo de quase R$127 milhões com um escritório ligado à esposa do ministro Alexandre de Moraes e reuniões do próprio ministro com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
Outras conexões entram no enredo. O cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, também investigado, aparece como o maior doador individual das campanhas de Jair Bolsonaro em 2022 e de Tarcísio de Freitas em São Paulo.
A narrativa inclui ainda a possível ligação do ministro Dias Toffoli, relator do caso, com o banco.
Para a revista, o conjunto desses episódios ajudou a ampliar a desconfiança de parte da população na imparcialidade do STF.
Percebendo a imagem que a Suprema Corte brasileira passava e para combater essas suspeitas, o presidente do STF, Edson Fachin, estudou a criação de um código de conduta para ministros das cortes superiores.
Inspirada no modelo alemão, a proposta buscava estabelecer limites éticos para a atuação pública e privada dos magistrados.
A iniciativa, porém, foi rejeitada pelos próprios ministros.
Não é a primeira vez que a The Economist volta seus olhos para o Brasil.
Em 2009, a revista estampou o Cristo Redentor decolando como um foguete, em um momento de otimismo econômico após a eleição de Dilma Rousseff.
Já em 2013, o tom mudou. O Cristo aparecia fora de controle, simbolizando a desaceleração da economia, que passou de 7,5% de crescimento em 2010 para cerca de 2% ao ano.

Hoje, ao falar sobre o episódio atual, a revista aponta que o problema vai além da quebra do banco.





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