Polícia apreendeu celular e bagagens durante operação de busca e apreensão.
.jpg&w=3840&q=75)
Fabiano Campos Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, foi preso preventivamente pela Polícia Federal enquanto se preparava para embarcar em um jatinho rumo a Dubai.
A prisão ocorreu no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, e faz parte da segunda fase da Operação Compliance Zero.
Relator do caso no STF, o ministro Dias Toffoli, afirmou que a prisão era “imprescindível” para o avanço das investigações.
Segundo ele, a detenção temporária “está justificada em fatos contemporâneos e mostra-se adequada à gravidade concreta dos crimes investigados, às circunstâncias do fato e às condições pessoais referidas nos autos”.
A Justiça havia expedido mandado de prisão temporária contra Zettel, com validade até as 7h da manhã desta quarta.
O objetivo central era evitar uma possível fuga e assegurar a apreensão do celular do empresário, medida considerada estratégica para a apuração.
Após a detenção temporária, Toffoli determinou a soltura de Zettel, condicionada ao cumprimento de medidas cautelares. Entre elas, a proibição de deixar o país, com a apreensão do passaporte.
Além da prisão no aeroporto, a PF realizou buscas em dois imóveis ligados a Zettel, um em São Paulo e outro no Rio de Janeiro.
Os agentes também apreenderam celulares e bagagens despachadas, conforme autorizado pelo STF.
No conjunto da operação, foram recolhidos documentos, aparelhos eletrônicos, dinheiro em espécie, além de carros e relógios de luxo.
A Justiça também determinou o bloqueio e sequestro de bens e valores que somam R$5,7 bilhões.
A segunda fase da Compliance Zero cumpriu, ao todo, 42 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.
Entre os alvos estão Daniel Vorcaro, além de parentes próximos, como o pai e a irmã do banqueiro.
Outros nomes também aparecem na investigação, como o empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora Reag Investimentos.
Até o momento, Fabiano Campos Zettel e seus advogados não se pronunciaram sobre o caso.
Como um veículo independente, não aceitamos dinheiro público. O que financia nossa estrutura são as assinaturas de cada pessoa que acredita em nossa causa.
Quanto mais pessoas tivermos conosco nesta missão, mais longe iremos. Por isso, agradecemos o apoio de todos.
Seja também um membro da Brasil Paralelo e nos ajude a expandir nosso jornalismo.