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CPI do Crime Organizado: quebra de sigilos e convocações miram Daniel Vorcaro e irmãos de Dias Toffoli

Com foco em um resort e contratos milionários, senadores aprovam ofensiva que atinge desde o dono do Master até irmãos de Dias Toffoli.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Os senadores Hamilton Mourão, Alessandro Vieira e Fabiano Contarato sentados à mesa durante uma sessão em comissão no Senado Federal.
Fonte da imagem: Andressa Anholete/Agência Senado

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A CPI do Crime Organizado aprovou hoje uma série de medidas que atingem o centro do poder em Brasília.

O foco é uma suposta rede de influência e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master, fundos de investimento e autoridades públicas.

O relator, senador Alessandro Vieira, classificou a sessão como "histórica" ao mirar a infiltração de possíveis organizações criminosas em instituições financeiras e políticas.

O ponto mais sensível da investigação é a relação entre o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e familiares de ministros do Supremo Tribunal Federal.

  • O Resort Tayayá: A CPI investiga como a empresa Maridt, que pertence aos irmãos do ministro Dias Toffoli (e da qual o próprio ministro é sócio), faturou com a venda de participações em um resort no Paraná. O comprador foi um fundo de investimento ligado ao cunhado de Vorcaro.
  • Conexão com Moraes: A comissão também aprovou o convite para ouvir Viviane Barci de Moraes, advogada e esposa do ministro Alexandre de Moraes. O motivo é um contrato de cerca de R$130 milhões firmado pelo Banco Master com seu escritório.

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Convocações e Quebras de Sigilo

Diferente de um "convite", a convocação obriga o comparecimento. Entre os principais nomes estão:

  • Daniel Vorcaro: dono do Banco Master, acusado de irregularidades bancárias.
  • Irmãos Toffoli (José Carlos e José Eugênio): sócios do ministro no resort e na empresa Maridt.
  • Cúpula Econômica: Paulo Guedes (ex-ministro de Bolsonaro) e Roberto Campos Neto (ex-BC), para explicar a fiscalização e as movimentações do banco no período.

Além de Viviane barci de Moraes, entre os que foram somente convidados estão:

  • O ministro Dias Toffoli;
  • Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda de governos Lula e Dilma Rousseff contratado por R$ 1 milhão pelo Master, aparentemente para fazer lobby a pretexto de prestar “consultoria”, abrindo as portas do governo para Vorcaro em reunião secreta com Lula;
  • Rui Costa, ministro-chefe da Casa Civil do governo Lula e ex-governador da Bahia;
  • Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central indicado por Lula.

Além disso, a CPI quebrou os sigilos bancário e fiscal da Maridt, do Banco Master e da Reag (CBSF). O objetivo é rastrear se o dinheiro que circulou nessas empresas tem origem em facções criminosas, como o PCC.

A CPI também quer entender como os envolvidos se deslocavam e quem financiava as operações. Para isso, aprovou requerimentos para:

  • Acessar registros de passageiros de aviões executivos em Brasília, Congonhas e Guarulhos em 2025;
  • Levantar todos os bens aéreos (jatinhos e helicópteros) ligados a Daniel Vorcaro e ao Banco Master;
  • Verificar as entradas e saídas de lobistas nas dependências do Senado.

A investigação sugere que o Banco Master utilizou uma rede de fundos e consultorias (envolvendo nomes como Guido Mantega e escritórios de elite) para abrir portas no governo e no Judiciário.

A suspeita é que essas relações serviram para ocultar patrimônio e facilitar crimes financeiros de alta escala.

Até o momento, o ministro Dias Toffoli nega qualquer relação de amizade com Vorcaro ou conhecimento sobre a gestão dos fundos que investiram em seu resort.

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