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Som alto, prostitutas e superlotação: prints revelam como eram as festas de Daniel Vorcaro

MP investiga se autoridades participaram e defesa do dono do Master diz que encontros consensuais entre adultos não são crime.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Daniel Vorcaro
Fonte da imagem: Reproduções

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Mensagens de WhatsApp anexadas a um processo judicial trouxeram à tona a rotina de eventos luxuosos promovidos por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Os relatos incluem reclamações sobre o excesso de convidados e a presença de prostitutas em uma casa em Trancoso (BA). Eles motivaram o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União a pedir a abertura de uma investigação.

De acordo com a Folha de São Paulo, o objetivo é identificar autoridades públicas federais que teriam participado dessas festas, apelidadas por interlocutores de "Cine Trancoso".

O caso ganhou destaque a partir de um processo envolvendo a venda da casa onde Vorcaro se hospedava em Trancoso. A antiga proprietária, a empresária Sandra Habib, registrou sua indignação em conversas com o corretor do imóvel.

Nas mensagens, Sandra afirma que o então locatário teria descumprido o contrato ao levar mais de 30 pessoas para a residência, além de contratar um conjunto de pagode com som acima do permitido.

Prints do relatório do Ministério Público. Imagem: Reprodução.

A empresária também reclama da presença de garotas de programa levadas ao local, relatando que seus funcionários ficaram chocados com a movimentação.

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Presença de autoridades dos três poderes

De acordo com a investigação do Ministério Público, os eventos contavam com a presença de altas autoridades dos Três Poderes, membros do mercado financeiro e do meio jurídico.

Segundo a Folha de S. Paulo, executivos e integrantes de órgãos públicos, as festas não se limitavam à Bahia; ocorriam também em São Paulo, Nova York e Lisboa.

Os relatos descrevem um padrão de ostentação:

  • Logística internacional: Mulheres estrangeiras (russas, ucranianas e croatas) seriam trazidas de jatinho da Europa para os eventos. De acordo com a reportagem, a narrativa nos bastidores é que a escolha de estrangeiras visava garantir que elas não entendessem o conteúdo das conversas políticas e de negócios.
  • Consumo de luxo: O cardápio incluía caviar e vinhos raros, cujas garrafas podem custar até R$50 mil. 
  • Segurança de dados: Convidados eram proibidos de entrar com celulares. O nome "Cine Trancoso" reforçou a percepção de que o próprio anfitrião registrava as cenas, gerando rumores sobre a existência de vídeos que poderiam comprometer figuras poderosas.

A defesa de Daniel Vorcaro repudia veementemente as alegações. Em nota, os advogados afirmam que as informações são baseadas em fontes não confiáveis e relatos distorcidos para construir uma "narrativa difamatória e sensacionalista".

Segundo os representantes de Vorcaro, as mensagens fazem um "juízo moral" e representam uma invasão da esfera privada, sem relevância jurídica, já que festas entre adultos consensuais não constituem crime.

A defesa também alega que o empresário está sendo alvo de uma tentativa de extorsão e constrangimento público.

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