Caso é investigado por critério técnico e não moral
Esse capítulo da investigação é delicado e está sendo tratado por critérios técnicos e não morais, segundo a Polícia Federal.
A simples participação em orgias não configura crime e não é objeto de investigação policial por si só.
Segundo a PF, a questão só ganha relevância penal quando há vínculo entre os encontros e atos ilegais.
A linha que separa a esfera privada do interesse público está na possível relação entre os participantes e decisões suspeitas de favorecimentos indevidos, tráfico de influência ou corrupção.
A Polícia Federal ainda avalia, caso a caso, se há elementos suficientes para justificar a abertura de inquéritos específicos envolvendo agentes públicos que participaram dos eventos.
Orgias eram parte de uma engrenagem maior?
No relatório, já entregue às autoridades, os investigadores afirmam que os encontros integrariam uma engrenagem de corrupção considerada sofisticada.
Por isso, devem ser examinadas em conjunto com transferências financeiras, contratos, mensagens e outros elementos reunidos ao longo do inquérito.
A investigação contra Daniel Vorcaro envolve suspeitas de fraude financeira de grande porte.
Durante o processo, a PF teve acesso a conteúdos que indicariam a existência desses encontros.
Entenda o caso do Banco Master
“A maior fraude bancária na história do Brasil”, foi assim que Fernando Haddad classificou o caso do Banco Master.
Agora, policiais e jornalistas estão revelando que o Vorcaro mantinha uma ampla rede de contatos com alguns dos nomes mais poderosos do Brasil.
Entenda o caso a fundo com o especial da Brasil Paralelo, Raio-X Banco Master, com a apresentação de Caio Coppola.
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