Arlete Hilú morreu aos 78 anos em uma casa de repouso na cidade de Porto Feliz, em 2023.
Quem conheceu a frágil senhora com Alzheimer em seus dias finais nem podia imaginar que se tratava de uma das maiores traficantes de crianças na história do Brasil.
“Fui traficante de crianças e essas crianças estão maravilhosamente bem. Você acha que isso é horroroso? Eu acho pior ser chamada de traficante de drogas”, chegou a dizer durante uma entrevista para a Record.
Ela comandou um esquema de tráfico humano que vendia bebês para famílias do exterior por mais de R$10 mil, a maioria de Isral ou da Europa.
Na década de 1980, a organização abordava mães que queriam colocar seus filhos para adoção e compravam as crianças.
Os criminosos encontravam os bebês através de informantes. As mães eram escolhidas por características físicas, como cor da pele:
“A maioria dos bebês vieram de Santa Catarina, porque eles exigiam crianças bem branquinhas e com olho azul. Eu disse: ‘olha, eu acho que vocês estão exigindo muito. Basta que não seja negro”.
Compradores de crianças vinham pegar bebês no Brasil
Os compradores normalmente vinham para o Brasil pegar os bebês, Arlete conta que acompanhava a família para pegar a criança assim que ela nascesse:
“Eu ia buscá-los no apartamento, colocava dentro do meu carro, dava uma volta com eles e quando saíam do carro já estavam com o bebê. Eles estavam instruídos para dizer que foram pegar no hospital, que estava para doar e eles foram buscar”.
Ela chegou a sair do país com crianças para entregá-las a seus novos pais. Ela conta que fez cinco viagens do tipo, a maioria para Israel.
Uma vez que conseguia as crianças, Arlete ia para o juizado de menores, onde pagava funcionários corruptos para que eles forjassem um processo de adoção.







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