Muitos brasileiros se alistaram para lutar ao lado da Ucrânia na guerra contra a Rússia movidos, em sua maioria, por promessas de dinheiro e aventuras.
Bruno Gabriel Leal da Silva foi um deles. O jovem pernambucano de 28 anos morreu na noite entre 28 e 29 de dezembro de 2025, em Kiev.
Uma investigação do jornal Kyiv Independent afirma que Bruno teria sido vítima de abusos cometidos dentro de um batalhão formado majoritariamente por brasileiros e liderado por Leanderson Paulino.
“Era um batalhão que torturava as pessoas, abuso lá era normal ”, afirmou um ex-integrante da unidade ao jornal.
Bruno foi assassinado após sessão de tortura
Segundo ex-combatentes que falaram sob anonimato, Bruno ainda não havia assinado contrato definitivo com a unidade.
Ele estava em fase de seleção e se preparava para o início do treinamento básico, no entanto os relatos indicam que ele queria deixar a Ucrânia e retornar ao Brasil.
Na noite de sua morte, Bruno teria retornado à base bêbado e fora do horário permitido. Como punição inicial, teria sido obrigado a participar de uma luta de boxe contra outro soldado.
Após o combate, um grupo de soldados o levou para um espaço conhecido como “container”. Ali, ele teria sido espancado por cerca de 40 minutos.
“Nós podíamos ouvir isso, gritos e sons de pancada, mas não podíamos fazer nada”, disse um ex-integrante.
Na manhã seguinte, soldados afirmam ter visto o corpo de Bruno deixado na neve próximo ao local com marcas de cordas nos pulsos e sinais de agressão no tronco.
Autoridades ucranianas confirmaram a morte e abriram investigação preliminar, mas se recusaram a fornecer relatório médico ou informações da autópsia, alegando que o caso está sob apuração.
A unidade Advance é um batalhão com cerca de 150 a 200 integrantes que opera dentro da estrutura da inteligência militar ucraniana sob comando de Bohdan Khodakovskyi.
Segundo relatos colhidos pelo Kyiv Independent, recrutas da unidade eram submetidos a regras rígidas demais, até mesmo para padrões militares na Ucrânia.
Isso incluí a proibição de deixar as instalações do batalhão e até mesmo retenção de passaporte, para que os combatentes não possam sair do país.
Um ex-recruta contou que chegou a ser ameaçado de morte após pedir seu passaporte de volta para deixar a unidade:
“Eu pedi meu passaporte para sair e o cara ameaçou atirar na minha cara.”
Testemunhas relataram um padrão mais amplo de abusos, chegando a falar de práticas de tortura, como:
- espancamentos coletivos;
- queimaduras;
- choques elétricos;
- afogamento;
- asfixia com saco plástico;
- agressões sexuais com objetos de madeira.



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