Trump estaria utilizando as acusações sobre Bill Clinton para desviar a atenção de sua amizade com Epstein, disse em entrevista à BBC.
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A ex-primeira-dama dos EUA, Hillary Clinton, disse que seu marido não tinha relação com Jeffrey Epstein e acusou Trump de tentar atrapalhar as investigações sobre o caso.
Ela afirmou, em entrevista à BBC, que ela e Bill Clinton conheciam o financista preso por crimes sexuais em 2019, mas não eram próximos:
“Não temos conexões, temos registos claros de que queremos falar sobre. Meu marido disse que pegou caronas no avião para seu trabalho de caridade.”
A entrevista ocorreu após o Departamento de Justiça dos Estados Unidos liberar mais de 3,5 milhões de novos documentos ligados ao caso Epstein.
Hillary afirmou que ela e o marido estão sendo convocados a depor perante um comitê do Congresso para “desviar a atenção do presidente Trump”.
“Eu acho que todo mundo que foi chamado a depor deveria depor. Eu só quero que seja justo. Quero todos tratados igualmente, quero todos tratados da mesma forma e isso não é verdade para mim e meu marido.”
Segundo ela, o casal não está sendo tratado da mesma forma que outras pessoas que já testemunharam, mas ainda assim comparecerá.
“Outras testemunhas foram chamadas para testemunhas e deram depoimentos por escrito sob juramento, nós oferecemos isso. Eles querem nos envolver para desviar a atenção do presidente Trump”.
Assim que os novos documentos foram divulgados, o casal Clinton afirmou que está disposto a depor sobre o caso para o Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos.
Em uma carta divulgada por um porta-voz, eles defendem a comissão e falaram que Trump também deveria divulgar outras informações relacionadas a eles:
“Chamamos o presidente Trump para pedir a liberação imediata de quaisquer materiais mencionando ou contendo imagens de Bill Clinton para a procuradora-geral Bondi”.
Bill Clinton admitiu ter tido contato com Epstein e viajado em seu avião no início dos anos 2000, em atividades relacionadas à Fundação Clinton, mas afirma ter rompido relações.
Além disso, ele nega ter visitado a ilha particular de Epstein e diz que não tinha conhecimento dos crimes à época.
No entanto, imagens divulgadas pelo Departamento de Justiça mostram que o ex-presidente tinha relações que vão além da filantropia com Epstein.
Em uma das imagens, ele aparece dentro do avião de Epstein com uma mulher no colo, ela está com o rosto escondido para proteger a identidade.

Já outra foto mostra Bill Clinton dentro de uma piscina ao lado de uma pessoa também com o rosto escondido.

Outra foto mostra Bill Clinton nadando na mesma piscina com a mulher desconhecida e a ex-namorada de Epstein, Ghislene Maxwell.

Além das imagens, os documentos incluem trocas de e-mails entre Ghislaine Maxwell, ex-namorada e cúmplice de Epstein e membros da equipe de Clinton entre 2001 e 2004.
Algumas mensagens também podem indicar que Bill tinha envolvimento direto com o casal, já que os remetentes ou destinatários aparecem identificados pela sigla “WJC”.
Apesar de não haver comprovação, teorias indicam que a sigla pode ser uma referência ao nome William Jefferson Clinton.
Após terminar com Epstein no começo dos anos 2000, Ghislaine manteve uma relação com o bilionário Ted Waitt, co-fundador da Gateway Computers.
Waitt cansou dos problemas causados por estar com a ex-namorada de Epstein e terminou o relacionamento em 2010. Apesar de perder seu companheiro, ela ainda conseguiu usar alguns de seus contatos.
Acontece que o bilionário tinha doado mais de US$12 milhões de sua fortuna, equivalente a R$62 milhões na cotação atual, para a fundação Bill Clinton, o que ajudou Maxwell a manter contato com a organização e seus donos.
Usando contatos que conseguiu em eventos da organização, ela criou a organização beneficente TerraMar, que alavancou recursos para a limpeza do mar. Segundo o New York Times, esses recursos não foram distribuídos.
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