As principais notícias todos os dias em seu e-mail
Garanta o próximo envio:
00
D
00
H
00
M
00
S
February 13, 2026
RECEBER DE GRAÇA
2026-02-13 6:00 pm
This is some text inside of a div block.
3
min de leitura

Heading

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Suspendisse varius enim in eros elementum tristique. Duis cursus, mi quis viverra ornare, eros dolor interdum nulla, ut commodo diam libero vitae erat. Aenean faucibus nibh et justo cursus id rutrum lorem imperdiet. Nunc ut sem vitae risus tristique posuere.

Por
This is some text inside of a div block.
Publicado em
This is some text inside of a div block.
This is some text inside of a div block.
Internacional
3
min de leitura

Vacina que cura o câncer? Pesquisa russa anima cientistas, mas promessa de “100% eficaz” é exagero

Imunizante é desenvolvido a partir do material genético do próprio tumor de cada paciente e começou a entrar na fase de testes clínicos iniciais na Rússia.

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
12/2/2026 19:39
Vacina contra a covid-19 desenvolvida por instituto russo. Ministério da Saúde da Federação Russa.

A ideia de uma vacina capaz de curar o câncer voltou a circular com força nas redes sociais após anúncios feitos por autoridades russas sobre o imunizante Enteromix, desenvolvido com tecnologia de mRNA. 

Em publicações compartilhadas principalmente na África e no Leste Europeu, a vacina foi descrita como “100% eficaz”, pronta para uso e até disponível gratuitamente. Mas o que realmente se sabe até agora é mais cauteloso.

Em setembro de 2025, a Agência Federal Médico-Biológica da Rússia informou que a vacina havia concluído testes pré-clínicos com resultados considerados promissores. 

Essa etapa, no entanto, ocorre antes da aplicação ampla em humanos e serve para avaliar segurança inicial e resposta imunológica em laboratório e modelos experimentais.

Segundo autoridades russas, o Enteromix é uma vacina personalizada: cada paciente recebe um imunizante desenvolvido a partir das características genéticas específicas do próprio tumor. 

A tecnologia segue o mesmo princípio das vacinas de mRNA utilizadas contra a Covid-19, como as da Pfizer e da Moderna, mas aplicada ao combate de células cancerígenas.

Falar de cura, quando o assunto é câncer, é complexo

Especialistas ouvidos por agências internacionais de checagem de fatos ressaltam que o desenvolvimento de vacinas contra o câncer é muito mais complexo do que o de vacinas contra vírus. 

O processo regulatório exige uma sequência rigorosa: estudos pré-clínicos, testes de fase 1 (segurança), fase 2 (eficácia inicial) e fase 3 (avaliação em larga escala com centenas ou milhares de pacientes). Só após esse ciclo é possível afirmar com segurança que um tratamento é eficaz e seguro para uso geral.

No caso do Enteromix, relatos oficiais indicam que ensaios clínicos iniciais envolveram apenas algumas dezenas de voluntários, número típico de estudos de fase 1. 

Até o momento, não há publicação científica revisada por pares que comprove eficácia total ou taxa de cura.

Além disso, mesmo declarações de autoridades russas são mais moderadas do que as versões viralizadas nas redes. Em entrevistas, representantes do projeto afirmaram que os testes pré-clínicos mostraram redução no crescimento tumoral entre 60% e 80% em modelos experimentais, não eliminação completa da doença. 

O próprio foco inicial da vacina estaria restrito a tipos específicos de câncer, como o colorretal e o melanoma, e não a todos os tumores.

Especialistas em oncologia são categóricos: atualmente não existe terapia oncológica com 100% de cura para todos os pacientes e todos os tipos de câncer. 

A palavra “cura”, nesse contexto, costuma ser usada com extrema cautela, pois muitos casos envolvem controle prolongado da doença, não erradicação definitiva.

Isso não significa que a pesquisa russa seja irrelevante. Ao contrário: vacinas personalizadas baseadas em mRNA representam uma das fronteiras mais avançadas da oncologia moderna. 

Projetos semelhantes, como o mRNA-4157, desenvolvido por Moderna e Merck contra melanoma, já avançaram para fases clínicas mais robustas após anos de estudos.

Rússia apresenta pouca transparência científica

A diferença está na transparência e na comprovação científica. Enquanto candidatos ocidentais publicam dados detalhados e passam por fases regulatórias internacionais, o Enteromix ainda carece de evidências públicas amplas que sustentem as afirmações mais ambiciosas.

Em resumo, a vacina russa pode representar um avanço promissor na imunoterapia personalizada. Mas, por enquanto, a promessa de uma “cura 100% eficaz contra o câncer” pertence mais ao campo da expectativa e da propaganda do que ao consenso científico consolidado.

Relacionadas

Todas

Exclusivo para membros

Ver mais