Uma região do Peru está ameaçando deixar o país e se juntar ao Brasil após anos de abandono do Estado.
A comunidade indígena de Bellavista Callarú, localizada na Amazônia peruana, afirma que o governo simplesmente não tem presença na região.
"Se não houver resposta concreta, analisaremos alternativas drásticas, incluindo nos tornarmos parte do Brasil", disse Desiderio Flores Ayambo, líder da comunidade.
Região vive sob controle do tráfico e sem serviços básicos
O vácuo de poder foi ocupado pelo crime organizado, afirmara líderes locais ao jornal peruano La Región:
“Segundo denunciaram, essa falta de presença estatal permitiu que organizações criminosas transnacionais operem com total liberdade, gerando atos de violência como assassinatos, sicariato, extorsões e ameaças constantes contra autoridades locais e líderes indígenas, que vivem sob risco permanente.”
Além da violência, eles reclamam de não poderem contar com serviços básicos. A unidade médica local funciona com dois técnicos, sem médicos ou obstetras.
Em casos graves, moradores precisam ser levados para outras cidades e muitas vezes cruzando a fronteira para receber atendimento no Brasil.
A educação também está largada, há apenas um colégio sem salas para atender todos os alunos. Estudantes do ensino fundamental e médio dividem os mesmos espaços ou estudam em ambientes improvisados.
O abandono é tamanho que a comunidade não tem nem usado o Sol peruano como moeda, recorrendo ao real e ao peso colombiano.
Callarú é habitada por indígenas da etnia ticuna, presentes também no Brasil e na Colômbia. Segundo o censo de 2022, esse é o maior grupo indígena que vive no território brasileiro.

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