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Desde a vitória de Trump nas eleições americanas de 2024, Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, deu uma guinada para a direita.
O dono da Meta doou US$1 milhão, equivalente a mais de R$5 milhões, para a festa de posse do presidente e anunciou mudanças na moderação de conteúdos.
As equipes de fact-checking foram substituídas por notas dos usuários e comentários sobre temas sensíveis, como mulheres, raça e LGBTs, pararam de ser derrubados automaticamente.
Ele mesmo disse que o governo havia pressionado sua equipe para censurar discursos conservadores nas redes e que agora está priorizando a liberdade de expressão.
Enquanto Mark defende a liberdade de expressão e se aproxima cada vez mais da direita americana, sua irmã, Donna Zuckerberg, tem visões bem diferentes.
Pesquisadora de Estudos Clássicos formada por Harvard com doutorado em Princeton, ela escolheu viver longe das Big Techs e focar na carreira acadêmica.
Donna diz ser mãe de uma “criança trans” e que se orgulha de ter uma “linda família queer” em suas redes sociais.
Can't wait to share the story of how my ex and I built a beautiful queer family while quoting Homer and Sophocles all the time. For all the trolls who thought the end of @eidolon_journal (miss u ❤️) meant I was done with woke Classics bullshit - think again. pic.twitter.com/T5wxwQ7aDu
Além disso, chegou a escrever em uma publicação que misturava o estudo da cultura clássica com pautas da esquerda atual.
Um de seus principais trabalhos é o livro Not all dead white men: Classics and misogyny in the digital age (Nem todo homem branco morto: Clássicos e misoginia na era digital), sem edição no Brasil.
A obra analisa como grupos de direita e o movimento red pill tem usado símbolos e pensadores da antiguidade clássica para reforçar a ideia de defesa do mundo ocidental:
“[Esses grupos] transformaram o mundo antigo em um meme: a imagem de uma estátua ou monumento antigo se torna uma abreviação infinitamente replicável e maleável para projetar sua ideologia e lançá-la ao mundo.”
Em entrevista para o jornal The Guardian, ela até chegou a comparar o cenário atual com o nazifascismo no século passado:
“Há muito tempo se apropriam da história, da literatura e do mito do mundo antigo em benefício próprio. Tomar emprestados os símbolos dessas culturas, como fez o partido nazista na década de 1940, pode ser uma poderosa declaração de que você é o herdeiro da cultura e da civilização ocidentais.”
Na mesma entrevista, ela também criticou as redes sociais por um de seus principais aspectos, dar voz para as pessoas comuns trocarem ideias e pensamentos livremente.
Em sua visão, essa abertura pode aumentar o poder de grupos e a influência dos grupos que ela estudou:
“Não há dúvida de que as redes sociais permitiram que isso acontecesse”, afirma ela sobre o momento tóxico em que vivemos. “Elas criaram a oportunidade para que homens com ideias antifeministas transmitissem seus pontos de vista para mais pessoas do que nunca — e espalhassem teorias da conspiração, mentiras e desinformação. As redes sociais elevaram a misoginia a níveis inteiramente novos de violência e virulência.”
Questionada se ela já tinha falado com seu irmão sobre esse assunto, ela disse “consigo entender por que a pergunta, mas não vou responder.”
Enquanto Donna olha para as redes sociais como um perigo para a sociedade, o presidente da organização Free the People, Matt Kibbe, destaca que elas têm um papel fundamental na defesa da liberdade:
“Antes, era meio trabalhoso fazer as pessoas aparecerem e lutarem por suas liberdades. Mas, com as versões ainda muito rudimentares das redes sociais que surgiram em 2008 e 2009, descobrimos que as pessoas podiam se auto-organizar.”
Elas se tornaram ferramentas importantes justamente por abrirem espaço para as pessoas discutirem e conversarem livremente apesar das barreiras geográficas.
Discursos como o de Donna Zuckerberg tiveram um papel importante para fazer com que o governo americano avançasse contra as redes sociais no mundo inteiro.
A pressão fez com que contas de milhares de conservadores fossem derrubadas sem qualquer direito à defesa ou explicação.
A Brasil Paralelo investigou a máquina de censura americana em seu primeiro documentário para o público americano, God Complex. Assista completo abaixo:
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