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Brasileiro se alista para lutar pelo exército de Putin e está desaparecido há meses

Jovem perdeu contato com a família e teve o nome citado em lista não oficial de mortos na guerra.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Chairon Vitor Sepulveda
Fonte da imagem: Reprodução

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Um brasileiro saiu de casa para lutar em uma guerra distante. Seis meses depois, a família ainda não tem notícia do seu paradeiro

Chairon Vitor Sepulvida, de 23 anos, está desaparecido desde julho de 2025 após se alistar no Exército da Rússia para lutar contra a Ucrânia.

O jovem é natural de Diadema, na Grande São Paulo. Desde o último contato com a família, não há confirmação oficial sobre onde ele está nem se ainda está vivo.

De acordo com a mãe, Charlaenne Sepulvida dos Santos, a decisão veio após ele ter acesso a um canal de alistamento divulgado nas redes sociais.

O jovem tinha formação como mecânico de armas no Exército Brasileiro, o que teria facilitado a abordagem.

Ao chegar à Europa, publicou fotos e vídeos em suas redes sociais. Nas imagens, apareceu fardado e em ambientes militares. Em uma das postagens, escreveu apenas: “Para poucos”.

O contato com a família seguia frequente até julho de 2025. Depois disso, as mensagens cessaram.

Cinco meses após o último contato, a mãe recebeu uma informação extra-oficial: o nome do filho teria aparecido em uma lista de soldados mortos na guerra. A lista, porém, não tinha confirmação oficial.

Brasileiro avisou a família que não poderia desistir

Sem confirmação de morte, também não há como iniciar procedimentos legais ou consulares mais claros.

Em resposta à família, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou que a Embaixada brasileira em Moscou recebeu dados do governo russo sobre a situação de Chairon.

Segundo o comunicado, ele foi colocado à disposição do comandante da Unidade Militar nº 90600 no dia 30 de julho de 2025.

O documento também diz que não há registro de prestação de serviço ativo. Chairon está classificado como em “ausência desconhecida” por período superior a um mês.

Na prática, ele continua vinculado formalmente à unidade militar, mas sem localização ou condição confirmada.

No último contato com a mãe, Chairon relatou que iria para o “front”. Disse que participaria de um “assalto”, termo usado para ataques diretos na linha de frente.

Segundo Charlaenne, ele também afirmou que não poderia desistir ou voltar, pois a deserção seria considerada crime grave.

Desde então, não houve novas mensagens.

O Itamaraty afirma que segue acompanhando o caso por meio de canais diplomáticos e presta assistência consular à família. 

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