Durante décadas, os astrônomos acreditaram entender a sequência de eventos que deram origem à Via Láctea.
Primeiro, estrelas antigas e grandes colisões e, por fim, o nascimento do disco onde hoje ficam o Sol e a Terra. O problema é que algumas estrelas parecem não ter seguido esse roteiro.
Um novo estudo liderado por pesquisadores da USP encontrou centenas de estrelas com mais de 10 bilhões de anos em uma região da galáxia onde elas, teoricamente, não deveriam existir.
O achado sugere que parte da Via Láctea pode ser mais antiga e mais complexa do que os modelos atuais conseguem explicar.
Os pesquisadores cruzaram dados de composição química, temperatura e distância das estrelas, obtidos por telescópios, usando um programa chamado StarHorse.
Com isso, estimaram a idade de estrelas do disco fino e do disco espesso da Via Láctea. O estudo foi publicado na revista The Astrophysical Journal.
A Via Láctea é uma galáxia espiral, formada por uma grande estrutura achatada, semelhante a um disco.
Dentro dele, os astrônomos distinguem duas regiões principais:
- o disco espesso, mais antigo e concentrado próximo ao centro da galáxia;
- o disco fino, onde fica o Sol, é mais achatado e espalhado por distâncias maiores.

Esses dois discos se diferenciam pela composição química e pelo movimento das estrelas.
O modelo tradicional diz que o disco espesso teria se formado primeiro. Depois, há cerca de 10 bilhões de anos, a Via Láctea teria passado por uma grande fusão com uma galáxia menor, evento que teria dado origem ao disco fino.






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