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Atualidades
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Cientistas brasileiros descobrem estrelas antigas que podem mudar a compreensão sobre a origem da Via Láctea

Nova descoberta indica a presença de estrelas com mais de 10 bilhões de anos que não deveriam existir.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
28/1/2026 18:25
Kota Hamori

Durante décadas, os astrônomos acreditaram entender a sequência de eventos que deram origem à Via Láctea.

Primeiro, estrelas antigas e grandes colisões e, por fim, o nascimento do disco onde hoje ficam o Sol e a Terra. O problema é que algumas estrelas parecem não ter seguido esse roteiro.

Um novo estudo liderado por pesquisadores da USP encontrou centenas de estrelas com mais de 10 bilhões de anos em uma região da galáxia onde elas, teoricamente, não deveriam existir.

O achado sugere que parte da Via Láctea pode ser mais antiga e mais complexa do que os modelos atuais conseguem explicar.

Os pesquisadores cruzaram dados de composição química, temperatura e distância das estrelas, obtidos por telescópios, usando um programa chamado StarHorse.

Com isso, estimaram a idade de estrelas do disco fino e do disco espesso da Via Láctea. O estudo foi publicado na revista The Astrophysical Journal.

A Via Láctea é uma galáxia espiral, formada por uma grande estrutura achatada, semelhante a um disco. 

Dentro dele, os astrônomos distinguem duas regiões principais:

  • o disco espesso, mais antigo e concentrado próximo ao centro da galáxia;
  • o disco fino, onde fica o Sol, é mais achatado e espalhado por distâncias maiores.
Representação da Via Láctea. Imagem: GOV

Esses dois discos se diferenciam pela composição química e pelo movimento das estrelas.

O modelo tradicional diz que o disco espesso teria se formado primeiro. Depois, há cerca de 10 bilhões de anos, a Via Láctea teria passado por uma grande fusão com uma galáxia menor, evento que teria dado origem ao disco fino.

Os novos dados contam outra história.

Ao analisar uma amostra maior e mais precisa do que em estudos anteriores, os pesquisadores encontraram centenas de estrelas com características do disco fino, mas com idades anteriores à grande fusão.

“Isso indica que o disco fino pode ter começado a se formar muito antes do que se pensava,” afirma a doutoranda Lais Borbolato.

As idades foram estimadas com o StarHorse, um sistema que combina três tipos de observação:

  • Fotometria, que indica a temperatura da estrela;
  • Espectroscopia, que revela sua composição química;
  • Astrometria, que mede a distância em relação à Terra.

Esses dados são comparados com modelos que simulam a evolução das estrelas, o que permite estimar sua idade. O avanço do estudo está no uso desse método em um grande número de estrelas.

Os resultados colocam em dúvida o modelo mais aceito sobre a formação da Via Láctea. Segundo os autores, será preciso rever as teorias atuais para explicar como o disco fino e o disco espesso podem ter se formado quase ao mesmo tempo.

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