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Exposição com homem “grávido” e referências sexuais gera indignação entre pais por proximidade com evento infantil

Conteúdos adultos em histórias infantis estão expostos com livre acesso a crianças, afirma instituto.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Exposição
Fonte da imagem: Reprodução

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Os pais que levaram seus filhos para a apresentação do grupo Palavra Cantada, em Brasília, foram surpreendidos por outra exposição no mesmo local.

O grupo, conhecido por suas músicas infantis, se apresentou no SESI Lab nos dias 23 e 24. No local, também está em cartaz a exposição “40 Anos da Resposta Nacional à AIDS”, organizada pelo Governo Federal e pelo Ministério da Saúde.

O evento chamou a atenção do Instituto Isabel, que ingressou com uma ação civil pública na Vara da Infância e Juventude do Distrito Federal.

A entidade afirma que a mostra ocorre no mesmo espaço em que o grupo Palavra Cantada se apresenta, sem isolamento físico ou sinalização clara, o que expõe crianças a conteúdos considerados inadequados para a idade.

A exposição faz parte das comemorações dos 40 anos da política nacional de enfrentamento ao HIV, apresentada como um marco do Sistema Único de Saúde (SUS), com foco no tratamento e na prevenção da infecção.

O material exibido inclui informações sobre sexualidade, uso de preservativos e representações em formato de histórias em quadrinhos.

Exposição no SESI LAB. Imagem: reprodução.

Parte desse conteúdo utiliza imagens coloridas e referências a contos infantis, como Chapeuzinho Vermelho, o que pode atrair a atenção de crianças, mesmo tratando de temas adultos.

Além disso, a imagem de um homem “grávido” faz parte da mostra.

Exposição no SESI LAB. Imagem: reprodução.
Exposição no SESI LAB. Imagem: reprodução.

Pais relataram ao instituto que, ao levar crianças para a exposição infantil, acabaram se deparando de forma inesperada com o material da mostra sobre aids, especialmente em áreas comuns, como o espaço de alimentação.

Exposição no SESI LAB. Imagem: reprodução.

Para o Instituto Isabel, isso é um risco de contato das crianças com conteúdos incompatíveis com seu desenvolvimento.

A ação se baseia em dispositivos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e da Constituição Federal, que estabelecem a proteção integral e prioritária de crianças e adolescentes.

A entidade argumenta que eventos públicos com conteúdo sensível devem ter controle de acesso e informação prévia para que pais possam tomar decisões conscientes.

O Instituto Isabel afirma que o pedido não tem caráter de censura, mas busca compatibilizar a liberdade cultural com a proteção de menores. Na ação, a entidade solicita, em caráter de urgência, a suspensão imediata da exposição.

A mostra está prevista para permanecer aberta até 30 de janeiro de 2026. O Instituto aguarda a decisão judicial, que pode determinar a suspensão da exposição ou a adoção imediata de medidas de controle.

O Instituto Isabel atua na defesa de direitos fundamentais, com foco na proteção de crianças, adolescentes e da família.

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