A ciência começa a confirmar isso com números.
Um estudo da Mayo Clinic analisou dados de cerca de 280 mil adultos atendidos nos EUA entre 2019 e 2022.
Os participantes responderam questionários sobre vida social e fizeram eletrocardiogramas. Com base nesses exames, uma inteligência artificial estimou a idade biológica do organismo.
O estudo mostrou que quanto maior o isolamento social, mais “velho” o corpo aparentava estar, um padrão observado em todas as idades e entre homens e mulheres.
Não foi só isso. O grupo mais isolado também apresentou maior risco de morte ao longo do acompanhamento de dois anos.
Epidemia de solidão
Vivek Murthy classificou a solidão como uma epidemia.
De acordo com seu relatório, cerca de metade dos adultos americanos se sentem sozinhos, com efeitos na saúde comparáveis a fumar até 15 cigarros por dia.
O isolamento eleva o cortisol, hormônio do estresse que, em excesso, favorece inflamação, desgaste dos vasos e doenças cardiovasculares.
Também ativa processos inflamatórios no organismo e está ligado a hábitos de risco, como sedentarismo, má alimentação, tabagismo, consumo de álcool e abandono de tratamentos médicos.
Entre idosos, fatores como aposentadoria e viuvez reduzem o convívio social. Entre jovens, especialmente da geração Z, há muita conexão digital e pouco contato real.
Para Sebastián La Rosa, a conclusão é: viver mais não é só cuidar do corpo, mas manter relações humanas vivas.
Se a ciência mostra que a solidão envelhece o corpo, vale olhar para o que ela faz com a mente.
Quando os vínculos e o sentido se perdem, não é só o corpo que sente. Mas também a forma como passamos a enxergar a realidade.
A Fantástica Fábrica de Sanidade parte desse ponto para investigar como uma sociedade cada vez mais isolada aprende a chamar de normal aquilo que nos adoece.
Em um mundo que incentiva a fuga e o isolamento, a sanidade é uma ilusão ou o caminho para reencontrar algum equilíbrio?
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