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A queda de uma árvore no interior da Amazônia revelou um achado inesperado: urnas funerárias de cerâmica enterradas há séculos ou talvez milênios.
A descoberta contou com apoio direto das comunidades locais e é considerada por pesquisadores uma das mais importantes já registradas na Amazônia. Ela pode mudar o que se sabe sobre as antigas populações da região.
O alerta partiu de um morador da região, Walfredo Cerqueira que recebeu fotos de uma árvore tombada cujas raízes haviam exposto dois enormes vasos de cerâmica.
A comunidade não deu muita importância, mas o morador achou o achado incomum e procurou um padre local, que entrou em contato com arqueólogos do Instituto Mamirauá, em Tefé.
Em janeiro do ano passado, a equipe iniciou a expedição. Foram cerca de 24 horas de barco, mais duas horas de canoa por igarapés e, por fim, uma hora de caminhada em mata fechada até o local.
Quase um mês de escavações
Os arqueólogos passaram quase um mês na área. Com ajuda direta da comunidade, criaram estruturas e ferramentas improvisadas para retirar as peças com segurança do emaranhado de raízes e terra.
Ao final do trabalho, foram encontrados sete vasos. O maior mede quase um metro de diâmetro e pesa cerca de 350 quilos.
O que havia dentro dos vasos?
Análises iniciais identificaram ossos humanos dentro das urnas. Isso indica que se tratava de sepultamentos, provavelmente feitos sob antigas casas. Segundo os pesquisadores, essas áreas funcionavam como aldeias ou pequenas cidades.
Os arqueólogos acreditam que as urnas foram produzidas antes da chegada dos europeus, em 1500. O problema é definir quando exatamente. Elas podem ter 500, mil ou até 3 mil anos.
A razão da incerteza é simples: falta de financiamento para realizar a datação por carbono 14, um exame que permite estimar a idade de materiais orgânicos.
A Amazônia tem longa tradição cerâmica, com estilos bem conhecidos, como Pocó-Açutuba, Borda Incisa e a cerâmica policromada. As urnas recém-descobertas, porém, não se encaixam em nenhuma dessas tradições.
Elas são mais arredondadas, não possuem tampas e apresentam características inéditas para a região. Como esses povos enterravam seus mortos
Entre muitos povos indígenas amazônicos, a morte era vista como um processo. Primeiro, o corpo passava por rituais de decomposição. Depois, os ossos eram coletados e colocados em urnas de cerâmica, em um segundo ritual.
Por enquanto, as urnas seguem em estudo no Instituto Mamirauá. A idade exata e a origem desse povo permanecem um mistério e pode revelar novos pontos da história que formou o Brasil.
Um documentário sobre a história do Brasil
Lançada em 2017, a série Brasil: a última cruzada revisita os principais momentos da nossa história, do descobrimento aos grandes momentos da república.
O primeiro episódio aborda os eventos que antecederam o descobrimento do Brasil e o encontro inicial entre povos separados por um oceano.
Em 2022, a série foi relançada em nova versão e acompanhada da animação Pedro Asturias, que conta a história de um jovem em busca do legado de sua família em um país sem memória.
Assista ao primeiro episódio da Série Brasil: a última cruzada.
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