O governo francês confirmou a autenticidade e afirmou que estão alinhadas aos interesses da França.

Donald Trump divulgou mensagens privadas trocadas com Emmanuel Macron e com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte.
O conteúdo expôs divergências sobre a Groenlândia e aumentou a tensão entre Estados Unidos e França.
A autenticidade das mensagens foi confirmada pelo Palácio do Eliseu, sede da presidência francesa.
Macron propõe realizar uma cúpula do G7 em Paris após o Fórum de Davos e sugere a participação de países envolvidos em crises internacionais, incluindo a Rússia.
Entre os trechos divulgados, Macron escreve:
“Meu amigo, estamos totalmente alinhados em relação à Síria. Podemos fazer grandes coisas no Irã. Não entendo o que vocês estão fazendo na Groenlândia.”
Em seguida, propõe:

O ponto mais sensível é a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca. Trump vem defendendo a anexação da ilha ártica aos EUA, o que gera resistência entre aliados europeus.
O governo francês afirmou que as mensagens estão de acordo com a posição pública da França. Segundo o Eliseu:
No mesmo dia, Trump elevou o tom contra Paris. Segundo a Reuters, ele afirmou que pretende impor tarifas de 200% sobre vinhos e champanhes franceses.
A ameaça surge após França se recusar a integrar o chamado “Conselho de Paz” para Gaza, criado pela Casa Branca. O órgão reuniria cerca de 60 líderes mundiais para discutir o futuro do território palestino e outros conflitos internacionais.
Paris rejeitou o convite alegando que o conselho poderia enfraquecer a ONU. Sobre as tarifas, o governo francês respondeu que “ameaças comerciais para influenciar política externa são inaceitáveis e ineficazes”.
Trump também divulgou mensagens atribuídas ao secretário-geral da OTAN, Mark Rutte. Nos textos, Rutte elogia Trump, classifica as ações dos EUA na Síria como “incríveis” e diz acreditar em uma solução para a questão da Groenlândia.

Diferentemente do caso francês, a autenticidade dessas mensagens não foi oficialmente confirmada.
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