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Atualidades
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Exposição virtual celebra os 200 anos das relações entre Brasil e Vaticano

Mostra lançada em Roma chega ao público gratuitamente e reúne acervo que conta a história da relação entre o Brasil e a Igreja.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
20/1/2026 19:46
Reuters

Em janeiro de 1826, um gesto diplomático consolidou a presença internacional do novo país.

No dia 23 daquele mês, o papa Leão XII recebeu as credenciais de dom Francisco Corrêa Vidigal, primeiro representante brasileiro junto ao Vaticano.

O ato inaugurou oficialmente as relações diplomáticas entre o Brasil e o Vaticano.

Duzentos anos depois, esse marco histórico é lembrado em uma exposição virtual lançada em 20 de janeiro de 2026.

Intitulada “Brasil e Santa Sé: 200 anos de relações diplomáticas”, a mostra reúne documentos e registros que ajudam a entender como essa relação se construiu ao longo de dois séculos.

A exposição é resultado de uma parceria entre a Fundação Biblioteca Nacional (FBN), vinculada ao Ministério da Cultura, a Embaixada do Brasil junto à Santa Sé, o Instituto Guimarães Rosa e a Pontificia Università Gregoriana.

O conteúdo pode ser acessado gratuitamente na BNDigital, a biblioteca digital da Fundação.

O lançamento ocorreu durante o seminário “Brasil e Santa Sé: 200 anos de relações diplomáticas”, realizado na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma. O evento marcou simbolicamente a abertura da mostra.

Um tour pela história do Brasil e da Santa Sé

Ao todo, a exposição apresenta 115 itens do acervo da Biblioteca Nacional, selecionados para ilustrar tanto o aspecto diplomático quanto o cultural dessa relação histórica.

O percurso da exposição é dividido em 11 módulos temáticos, que ajudam a entender a presença da Igreja e da Santa Sé em diferentes momentos da história brasileira. Entre eles estão:

  • Mapeando o Novo Mundo;
  • A Projeção do Imaginário;
  • Gramática das Línguas e Costumes;
  • Soldados de Cristo e Outras Ordens;
  • Império do Brasil;
  • Infame Escravidão e Liberdade;
  • A Questão Religiosa;
  • Igreja e Estado na República;
  • A Devoção Popular;
  • Para Vencer a Distopia e Mirabilia da Biblioteca Nacional.

Logo na abertura, o visitante encontra um trecho do “Poema do Cristão”, escrito em 1938 pelo poeta modernista Jorge de Lima.

“Sou velhíssimo e apenas nasci ontem,
estou molhado dos limos primitivos,
e ao mesmo tempo ressoo as trombetas finais,
compreendo todas as línguas, todos os gestos,
todos os signos,
tenho glóbulos de sangue das raças mais opostas.
Posso enxugar com um simples aceno
o choro de todos os irmãos distantes.
Posso estender sobre todas as cabeças um céu
unânime e estrelado.
Chamo todos os mendigos para comer comigo,
e ando sobre as águas como os profetas bíblicos.
Não há escuridão mais para mim.”

Entre os materiais expostos estão mapas da época das grandes navegações, documentos e ilustrações sobre o chamado “Novo Mundo”, registros das missões dos Jesuítas no Brasil e documentos ligados à Independência, como a Constituição de 1824.

A mostra também reúne raridades do acervo da Biblioteca Nacional, como a Bíblia de Mogúncia, considerada o primeiro livro impresso em larga escala no Ocidente, além de documentos papais emitidos por Alexandre VI e Inocêncio X.

Outros destaques incluem santos brasileiros e registros das primeiras igrejas construídas no país.

Clique aqui para acessar a exposição.

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