Defesa de Daniel Vorcaro negou irregularidades e disse que a reportagem cria “conexões inexistentes”.

Empresas ligadas a irmãos e a um primo do ministro Dias Toffoli tiveram como sócio um fundo ligado às suspeitas de fraudes do Banco Master. A informação consta em documentos oficiais analisados pela Folha de S.Paulo.
O fundo Arleen manteve participação em duas empresas associadas a familiares do ministro até meados de 2025.
O Arleen não é investigado diretamente, mas fez parte da cadeia de fundos citada na apuração sobre o banco controlado por Daniel Vorcaro.
Uma das empresas é a Tayayá Administração e Participações, responsável por um resort em Ribeirão Claro (PR). O empreendimento teve, ao longo dos anos, participação acionária de integrantes da família Toffoli.
A outra é a DGEP Empreendimentos, incorporadora imobiliária da mesma cidade, que tinha entre os sócios um primo do ministro.
A ligação com o caso do Banco Master ocorre por meio de uma cadeia de fundos. O Arleen investiu no RWM Plus, que recebeu recursos de fundos ligados ao Maia 95, um dos seis apontados pelo Banco Central como parte da suposta teia de fraudes do banco.
A defesa de Daniel Vorcaro negou irregularidades e disse que a reportagem cria “conexões inexistentes”.
O Arleen e outros fundos citados eram administrados pela Reag, gestora investigada pela Polícia Federal na Operação Carbono Oculto, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro ligada ao PCC.
O fundo Arleen tinha apenas um cotista e foi encerrado no fim de 2025. No último balanço disponível, seus ativos estavam concentrados em duas empresas ligadas a parentes de Toffoli e em uma participação no fundo RWM Plus.
Uma auditoria registrada na CVM em maio de 2025 mostra que a Next Auditores não emitiu parecer sobre o fundo. O motivo foi a falta de documentos, confirmações de saldo e informações contábeis suficientes para verificar as contas.
A Polícia Federal e o Banco Central investigam uma fraude superior a R$ 12 bilhões relacionada ao Banco Master. A investigação apura a emissão de créditos fictícios e o uso de fundos ligados entre si para inflar os ativos do banco.
Dias Toffoli é o relator no STF do inquérito que reúne as investigações sobre o Banco Master.
O caso chegou à Corte após a defesa de Daniel Vorcaro alegar que pessoas com foro privilegiado eram citadas nos autos, incluindo um negócio imobiliário com o deputado João Carlos Bacelar (PL-BA).
Desde então, decisões do ministro passaram a ser questionadas. Entre elas estão a manutenção do caso sob sigilo e a concentração da investigação no STF.
Também foi criticada a convocação de uma acareação entre investigados e um diretor do Banco Central, sem pedido prévio da Polícia Federal ou da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Toffoli também foi questionado por ter viajado ao exterior em um jato particular acompanhado do advogado do Banco Master.
O ministro afirmou que durante o voo, não houve conversas sobre o processo envolvendo o banco liquidado pelo BC.
O Arleen e outros fundos citados eram administrados pela Reag, gestora investigada pela Polícia Federal na Operação Carbono Oculto, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro ligada ao PCC.
O fundo Arleen tinha apenas um cotista e foi encerrado no fim de 2025. No último balanço disponível, seus ativos estavam concentrados em duas empresas ligadas a parentes de Toffoli e em uma participação no fundo RWM Plus.
Uma auditoria registrada na CVM em maio de 2025 mostra que a Next Auditores não emitiu parecer sobre o fundo. O motivo foi a falta de documentos, confirmações de saldo e informações contábeis suficientes para verificar as contas.
A Polícia Federal e o Banco Central investigam uma fraude superior a R$ 12 bilhões relacionada ao Banco Master. A investigação apura a emissão de créditos fictícios e o uso de fundos ligados entre si para inflar os ativos do banco.
Dias Toffoli é o relator no STF do inquérito que reúne as investigações sobre o Banco Master.
O caso chegou à Corte após a defesa de Daniel Vorcaro alegar que pessoas com foro privilegiado eram citadas nos autos, incluindo um negócio imobiliário com o deputado João Carlos Bacelar (PL-BA).
Desde então, decisões do ministro passaram a ser questionadas. Entre elas estão a manutenção do caso sob sigilo e a concentração da investigação no STF.
Também foi criticada a convocação de uma acareação entre investigados e um diretor do Banco Central, sem pedido prévio da Polícia Federal ou da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Toffoli também foi questionado por ter viajado ao exterior em um jato particular acompanhado do advogado do Banco Master.
O ministro afirmou que durante o voo, não houve conversas sobre o processo envolvendo o banco liquidado pelo BC.