Homem que matou freira de 82 anos diz ter recebido ordem de vozes
O assassino afirmou que passou a madrugada consumindo drogas e álcool e que pulou o muro para matar alguém.

Uma freira de 82 anos estava vivendo um dia comum no seu convento. Como era de costume, após o almoço foi alimentar as galinhas, quando um homem que ela não conhecia apareceu.
Ela não o conhecia e percebeu que ele havia pulado o muro. Questionado sobre sua identidade, o suspeito tentou fingir que estava trabalhando. A freira não acreditou em sua história.
Ao perceber que a irmã não acreditava, ele a empurrou e asfixiou até a morte enquanto ela estava no chão.
Isso aconteceu no convento Irmãs Servas de Maria Imaculada, no Paraná, por volta das 13h30 do último dia 21. O suspeito possuía antecedentes por roubo e furto e foi preso em flagrante pela polícia pouco tempo depois.
A captura do agressor contou ainda com o apoio de uma fotógrafa que realizava um evento no convento. Abordada pelo suspeito logo após o assassinato, ela notou que ele estava nervoso, com arranhões no pescoço e sangue nas roupas.
Mesmo ouvindo dele a mesma versão de que "trabalhava ali e encontrou a freira caída", a testemunha desconfiou e filmou a conversa discretamente, acionando as autoridades em seguida.
Com base nessas imagens, a polícia o localizou em sua casa, onde ele ainda tentou resistir à prisão com socos e chutes antes de confessar o crime.
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Suspeito afirmou que ouvia vozes
No depoimento, o homem falou que passou a madrugada consumindo drogas e álcool, e que "ouviu vozes" que o ordenaram a matar alguém.
Ele declarou que pulou o muro já com a intenção de cometer um homicídio, negando qualquer interesse em furtar bens.
Agora, ele responde por homicídio qualificado, com as agravantes de motivo fútil, asfixia e recurso que dificultou a defesa, além de resistência à prisão.
A Irmã Nadia serviu por 55 anos. Descrita como uma mulher humilde e profundamente devota, ela superou as limitações de fala deixadas por um AVC.
Sua despedida ocorreu neste domingo. As autoridades locais continuam buscando respostas sobre a motivação real que levou ao crime.
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