O Nordeste é a região mais afetada, com 44% dos assassinatos no país e apenas 26,9% da população.

Apenas no ano passado, o Brasil registrou 32.914 assassinatos e uma taxa de 15,4 homicídios a cada 100 mil habitantes, segundo o Atlas Brasileiro de Segurança Pública.
Isso representa uma queda de aproximadamente 10% em comparação a 2024, quando 36.440 vítimas foram encontradas.
Esse número tem sido considerado um sucesso pelo governo federal, já que as metas de redução de homicídios planejadas para 2027 já foram ultrapassadas.
Nas previsões oficiais, o objetivo era alcançar uma taxa de 16 assassinatos a cada 100 mil habitantes até o próximo ano.
Esse objetivo foi estabelecido ainda em 2021 e teve por base um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
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Um dado que chama atenção é que as mortes ficaram concentradas na região Nordeste do país.
As 10 cidades que registraram mais mortes violentas estão todas lá, em especial na Bahia e no Ceará.
Foram registrados 18.117 homicídios no Nordeste, o que representa 44,4% do total, pensando que a área conta com apenas 26,9% da população total.
Atualmente a região abriga 46 facções criminosas, isso representa 52% do total de organizações que atuam no país.
O Nordeste tem sofrido com a disputa entre os grandes grupos nacionais, como Comando Vermelho e o PCC.
A disputa tem se intensificado através de uma forte rede de alianças com as gangues locais.

Segundo o jornal Correio, um adolescente foi assassinado na Bahia por utilizar uma camiseta do Mickey Mouse.
O personagem criado por Walt Disney em 1928 está associado à facção A Tropa, facção rival do Bonde do Maluco (BDM).
Além disso, há registros de pessoas que foram mortas ao postarem fotos com gestos de mãos interpretados como símbolos de facção, mesmo sem saber o significado.
Até mesmo marcas como Nike e Adidas tem sido proibidas em Salvador porque são interpretadas como símbolos do CV e do BDM.
O crime organizado brasileiro cresceu a ponto de chamar a atenção do mundo e ser classificado como terrorista pelo governo americano.
A Brasil Paralelo investigou a fundo as raízes e a evolução da crise de segurança com a série Entre Lobos.
O sucesso de 2022 chamou a atenção para essa questão, ajudando milhões de brasileiros a compreenderem a situação.
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