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Máfia chinesa no Brasil? Audiência sobre assassinato é adiada após testemunhas desaparecerem

Organização criminosa extorquia comerciantes chineses na capital paulista.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
Máfia chinesa no Brasil? Audiência sobre assassinato é adiada após testemunhas desaparecerem
Fonte da imagem: Imagem de câmera de segurança no momento da execução

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Uma audiência sobre o assassinato de um comerciante por membros da máfia chinesa foi adiada porque a Justiça não encontrou duas testemunhas

O caso começou a ser investigado em janeiro de 2015, após a execução do comerciante chinês Zhenhui Lin, morto na região da Sé, no centro de São Paulo. 

Segundo a investigação, ele foi assassinado por se recusar a pagar o Grupo Bitong, organização acusada de extorquir comerciantes chineses na região da 25 de Março.

A audiência de instrução estava marcada para o último dia 3 de agosto, mas foi remarcada para 15 de fevereiro de 2027

Tanto o Ministério Público quanto a defesa insistiram na necessidade de ouvir as testemunhas antes da continuidade da ação.

O desaparecimento chama atenção porque elas participaram das investigações desde o início

Ambas colaboraram com a Polícia Civil durante o inquérito e, desde 2017, passaram a atuar sob proteção de identidade em parceria com o Ministério Público de São Paulo.

Na audiência anterior, realizada em junho, a juíza Melanie Liesenberg, determinou a mandados de intimação e até condução coercitiva para garantir os depoimentos.

Elas testemunhas são consideradas peças importantes porque ajudaram a revelar como funcionava o esquema de extorsão atribuído ao grupo criminoso

As testemunhas foram vítimas do Grupo Bitong antes de colaborar com as autoridades

Uma delas deixou o Brasil para escapar das extorsões e só retornou quando soube que outras vítimas estavam denunciando a organização. A outra chegou a deixar São Paulo após sofrer ameaças. 

O Consulado Chinês em São Paulo incentivou vítimas da quadrilha a procurar as autoridades brasileiras.

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Defesa contesta acusações

A defesa de Bo Lin criticou o adiamento e afirmou que o acusado responde ao processo sem que existam provas individualizadas de sua participação no homicídio.

Segundo a advogada Paloma Cassimiro Faustino, no momento da execução seu cliente recebia atendimento médico após ter sido baleado

Ela afirma que não houve apreensão de armas com o suspeito, que nenhuma testemunha ouvida em juízo declarou tê-lo visto efetuando disparos ou ameaçando vítimas.

A defesa também questiona o uso de declarações de testemunhas protegidas sem confirmação por outras provas objetivas e sustenta que o acusado deve ser julgado com base nos elementos constantes nos autos.

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