Organização criminosa extorquia comerciantes chineses na capital paulista.

Uma audiência sobre o assassinato de um comerciante por membros da máfia chinesa foi adiada porque a Justiça não encontrou duas testemunhas.
O caso começou a ser investigado em janeiro de 2015, após a execução do comerciante chinês Zhenhui Lin, morto na região da Sé, no centro de São Paulo.
Segundo a investigação, ele foi assassinado por se recusar a pagar o Grupo Bitong, organização acusada de extorquir comerciantes chineses na região da 25 de Março.
A audiência de instrução estava marcada para o último dia 3 de agosto, mas foi remarcada para 15 de fevereiro de 2027.
Tanto o Ministério Público quanto a defesa insistiram na necessidade de ouvir as testemunhas antes da continuidade da ação.
O desaparecimento chama atenção porque elas participaram das investigações desde o início.
Ambas colaboraram com a Polícia Civil durante o inquérito e, desde 2017, passaram a atuar sob proteção de identidade em parceria com o Ministério Público de São Paulo.
Na audiência anterior, realizada em junho, a juíza Melanie Liesenberg, determinou a mandados de intimação e até condução coercitiva para garantir os depoimentos.
Elas testemunhas são consideradas peças importantes porque ajudaram a revelar como funcionava o esquema de extorsão atribuído ao grupo criminoso.
As testemunhas foram vítimas do Grupo Bitong antes de colaborar com as autoridades.
Uma delas deixou o Brasil para escapar das extorsões e só retornou quando soube que outras vítimas estavam denunciando a organização. A outra chegou a deixar São Paulo após sofrer ameaças.
O Consulado Chinês em São Paulo incentivou vítimas da quadrilha a procurar as autoridades brasileiras.
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A defesa de Bo Lin criticou o adiamento e afirmou que o acusado responde ao processo sem que existam provas individualizadas de sua participação no homicídio.
Segundo a advogada Paloma Cassimiro Faustino, no momento da execução seu cliente recebia atendimento médico após ter sido baleado.
Ela afirma que não houve apreensão de armas com o suspeito, que nenhuma testemunha ouvida em juízo declarou tê-lo visto efetuando disparos ou ameaçando vítimas.
A defesa também questiona o uso de declarações de testemunhas protegidas sem confirmação por outras provas objetivas e sustenta que o acusado deve ser julgado com base nos elementos constantes nos autos.