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Em uma pequena cidade do interior de Minas Gerais, moradores relataram ter visto um alienígena vagar pelas ruas. O que começou como um rumor se tornou um dos casos mais intrigantes da ufologia mundial.
Mas agora, quase 30 anos depois, uma nova informação revelou que a verdade na qual muitos acreditaram por anos não veio do céu, mas sim de uma proposta em dinheiro.
Um ex-militar do Exército revelou ter mentido quando disse que participou do transporte de uma criatura extraterrestre há 30 anos em Varginha, Minas Gerais.
Ele contou que o relato público prestado a um ufólogo na época foi inventado após receber uma oferta de R$5 mil feita pelo profissional.
A informação veio à tona durante uma entrevista exibida no documentário “O Mistério de Varginha”.
O caso de 1996 foi amplamente investigado por ufólogos e investigadores, ao ponto de dar origem a um documentário internacional. A cidade de Varginha assumiu o episódio como parte de sua história e abriga hoje pontos turísticos como o Memorial do ET.
Memorial do ET / Prefeitura Municipal de Varginha
Como era o suposto extraterrestre de Varginha?
Na tarde de 20 de janeiro de 1996, três jovens afirmaram ter visto uma criatura estranha em um terreno baldio no bairro Jardim Andere.
O ser tinha cerca de 1,60 metro de altura, pele marrom-escura ou avermelhada, olhos grandes e vermelhos, cabeça desproporcional e um odor forte, descrito como enxofre ou amônia.
A movimentação militar que chamou atenção
Nos dias seguintes aos relatos, moradores observaram intensa movimentação de veículos militares, incluindo caminhões do Exército e do Corpo de Bombeiros.
Um desses caminhões teria transportado algo coberto por lona. Na época, um bombeiro disse ter participado da captura do suposto ET. Um cabo do Exército também afirmou ter visto a criatura em um hospital.
Reprodução
Outro caso que chamou atenção foi a morte do policial militar Marco Eli Chereze, que participou de uma suposta captura. Ele morreu semanas depois, vítima de uma infecção generalizada.
A morte foi associada pela população a um possível contato com a criatura. Já as autoridades médicas sustentavam que a causa foi uma infecção comum, sem relação com qualquer evento extraordinário.
O Exército Brasileiro sempre negou qualquer operação envolvendo seres alienígenas.
Bombeiro nega relato e diz que áudio foi inventado
O documentário O Mistério de Varginha, exibido pela Globo, ouviu militares citados ao longo dos anos como testemunhas do caso.
Uma das peças mais conhecidas do caso era uma fita cassete, divulgada nos anos 1990, na qual um bombeiro afirmava que a criatura capturada “não era deste mundo”.
“O Corpo de Bombeiros colocou em uma caixa. Uma caixa de madeira coberta por um saco. Não é deste mundo. Não é”, dizia o áudio divulgado à época.
Em 2019, o autor da gravação foi localizado por pesquisadores e afirmou que tudo não passou de uma encenação. Em áudio posterior, ele negou a história e disse ter sido influenciado a gravar o depoimento.
O ufólogo Vitório Pacaccini confirmou à Globo que chegou a orientar militares a negar os relatos caso se sentissem inseguros:
“Se acharem melhor, para proteger vocês e suas famílias, fiquem à vontade para negar tudo.”
A hipótese oficial do que realmente seria o extraterrestre
Em 1997, diante das inúmeras versões e rumores sobre o caso, o Comando da Escola de Sargentos das Armas determinou a instauração de um inquérito para apurar se militares ou viaturas do Exército atuaram de forma irregular durante o episódio.
O documento do inquérito registrou que os acontecimentos ocorreram em um dia de chuvas intensas e granizo, apontando que a criatura descrita pelas jovens poderia ter sido um morador local com transtornos mentais agachado e molhado junto a um muro.
Reprodução
Em julho de 1997, a juíza-auditora Telma Queiroz determinou o arquivamento do inquérito pela inexistência de indícios de crime ou ofensa à dignidade dos militares envolvidos.
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