Em 2019, o Supremo Tribunal Federal, por decisão do ministro Dias Toffoli, iniciou um processo para apurar ataques e notícias falsas contra seus membros.
Na ocasião, o procurador da Lava Jato Diogo Castor de Mattos publicou artigo no site O Antagonista acusando o STF de preparar um “novo golpe” contra a operação.
Cinco dias depois, em 14 de março de 2019, durante sessão plenária, o presidente Dias Toffoli instaurou de ofício o Inquérito das Fake News (INQ 4781),
Toffoli designou o ministro Alexandre de Moraes como relator, tornando-o responsável pela condução das investigações.
Após sete anos desde o início do Inquérito, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) solicitou ao presidente do Supremo, Edson Fachin, o encerramento definitivo do processo, classificado pela entidade como um “inquérito de natureza perpétua".
O documento, assinado pela diretoria nacional e pelo Colégio de Presidentes das Seccionais, afirma que a investigação sofre de uma “elasticidade excessiva”, com diferentes fatos incluídos no mesmo procedimento ao longo do tempo.
Além disso, o documento afirma que o país não suporta viver sob "tensão permanente" e que o devido processo legal deve ser respeitado, em vez de manter uma ação sem prazo para conclusão.
Isso ocorreu durante os desdobramentos do caso Banco Master. Nos últimos meses, surgiram notícias sobre familiares de ministros com ligações financeiras ou contratos com empresas ligadas ao banco.
Após a divulgação dessas informações, o ministro Alexandre de Moraes utilizou o Inquérito das Fake News para ordenar buscas contra servidores da Receita Federal.
No ofício, a OAB solicitou ainda uma audiência com Fachin e defende que o tribunal não abra novos procedimentos com este formato expansivo e indefinido.
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