Soldados franceses já estão na ilha e deverão receber reforços em pouco tempo.

Trump voltou a falar sobre a possibilidade de anexar a Groenlândia, território autônomo que pertence ao Reino da Dinamarca.
Segundo ele, a ilha é “vital” para garantir a segurança americana, especialmente para conter a influência da Rússia e da China na região do Ártico.
As declarações do presidente estão causando tensões com países europeus, que estão defendendo a soberania dinamarquesa na região.
Em resposta às falas de Trump, seis países europeus anunciaram o envio de militares à Groenlândia para exercícios conjuntos e missões de reconhecimento.
A força da operação Arctic Endurance será composta de tropas e equipamentos militares dos exércitos da:
Nesta quinta-feira (15), 15 soldados franceses chegaram a Nuuk, capital da ilha. Segundo o governo francês, o contingente será reforçado nos próximos dias.
O presidente francês, Emmanuel Macron, é um dos principais críticos à postura de Trump. Em publicação na plataforma X, ele confirmou o envio de tropas.
O porta-voz do governo francês, Maud Bregeon, chegou a dizer que as consequência de uma ação do tipo seria inédita e a França ficaria do lado da Dinamarca:
“Se a soberania de um país europeu e aliado fosse violada, as consequências seriam inéditas… A França inscreverá sua ação em total solidariedade com a Dinamarca e com o respeito à sua soberania."
O próprio presidente ressaltou a importância da governança global e disse que “as pessoas se perguntam todos os dias se a Groenlândia será invadida” ou se “o Canadá enfrentará a ameaça de se tornar o 51º Estado”
Ele afirmou que os Estados Unidos vêm se afastando de regras internacionais e alertou para o retorno de uma lógica de poder entre grandes potências:
“Vivemos em um mundo em que algumas potências têm a tentação de dividir o planeta… Rejeitamos qualquer forma de novo colonialismo e imperialismo."
A tensão sobre a Groenlândia faz parte do contexto das mudanças geopolíticas do século XXI.
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