Imerso em uma grave crise, o parlamento do Perú derrubou o quarto presidente em 8 anos em uma votação ontem (18).
Agora, o novo presidente interino do país é José María Balcázar Zelada, do partido de esquerda Perú Libre, que assumiu após os quatro meses do governo de José Jerí.
Zelada é uma figura polêmica, envolvida em acusações de corrupção e tem um histórico de declarações controversas sobre casamento infantil.
Em 2023, se opôs a uma lei que proibia o casamento para menores de 18 anos. Um vídeo dessa época voltou a circular, mostrando uma entrevista na qual Zelada normalisa o sexo com menores:
“De 14 para cima não há nenhum impedimento. Todos têm relações sexuais, a lei autoriza. Em outros países é de 13 para cima.”
Ele seguiu falando que até mesmo relações sexuais entre professores e alunos não podem ser punidas pela lei:
“Todo mundo tem relações, não há nenhuma... professor com alunos, mestres com alunos, entre alunos também, enquanto isso não aconteça contra a liberdade das pessoas, está permitido.”
“Podem se casar, podem se graduar e titular. Isso está bem. A confusão veio porque alguns dizem 'não, é que de 13 para baixo não devem casar-se', mas a lei não proibiu isso, a lei diz claramente de 13 para baixo não... por isso que se proíbe para... constitucional”, concluiu.
Um homem que defende o sexo com adolescentes e adultos chegar à presidência de um país mostra como pessoas confortáveis com o abuso conseguem alcançar espaços de poder.
Isso se tornou ainda mais nítido com o caso de Jeffrey Epstein, o milionário que criou uma rede de abusos sexuais e tráfico humano.
Os documentos liberados pelo governo americano sobre o caso mostram que algumas das pessoas mais poderosas do mundo podem estar ligadas ao caso.



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