Presidente declara apoio à Dinamarca em meio a tensão com os EUA
Um dos pontos centrais do discurso foi a defesa da Dinamarca diante das pressões americanas pela Groenlândia.
Macron afirmou que a Europa seguirá “ao lado dos nossos amigos da Dinamarca, quando eles estão sendo pressionados”, destacando que essa postura é esperada entre aliados.
O presidente francês lembrou que países europeus participaram de exercícios militares na Groenlândia justamente para apoiar um aliado, “sem ameaçar ninguém”.
O discurso continuou destacando que o mundo parece testemunhar o fim das normas internacionais e o retorno do imperialismo:
“Há também uma mudança em direção a um mundo sem regras, onde o Direito Internacional é esmagado pisoteado a única lei que parece importante é a do mais forte e as ambições imperiais estão voltando.”
Macron ressaltou que “não é o momento para imperialismos”, em uma indireta para Trump.
Para além da defesa do multilateralismo e do Direito Internacional, Macron tem um lado pouco abordado pela mídia.
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Macron defendeu presença chinesa na Europa
Durante o discurso, Macron também defendeu a atração de investimentos chineses para a Europa, apesar da rivalidade entre Pequim e Washington.
O presidente francês afirmou que a concorrência dos acordos comerciais com os EUA “prejudicam nossos interesses de exportação, exigem concessões máximas e visam abertamente enfraquecer e subordinar a Europa”.
Por que Macron usava óculos escuros?
A imagem de Macron de óculos escuros repercutiu nas redes sociais. O presidente disse que está usando acessório por razão médica.
Nas últimas semanas ele apareceu com um olho irritado durante um evento oficial das forças armadas francesas.
"É apenas um pequeno vaso sanguíneo no olho que se rompeu. É algo totalmente benigno", afirmou a assessoria ao Le Parisien.
Ele afirmou estar lidando com uma condição “completamente inofensiva” durante o discurso para os militares:
“Por favor, perdoem a aparência desagradável do meu olho. É algo completamente inofensivo”, disse Macron em discurso anterior às Forças Armadas francesas.
Com bom humor, Macron chegou a brincar que o problema poderia ser uma referência não intencional à música Eye of the Tiger, do filme Rocky III.