Carreira e retorno à política aos 63 anos
Após se formar em Relações Internacionais e concluir mestrado em Ciência Política, Seguro liderou a ala jovem do Partido Socialista entre seus 25 e 30 anos. Mais tarde, foi Secretário de Estado da Juventude no governo socialista de António Guterres.
Até os seus 45 anos, Seguro foi Deputado do Parlamento português, órgão legislativo nacional equivalente ao Congresso no Brasil, com vários mandatos ao longo da carreira.
Também foi Eurodeputado do Parlamento Europeu, representando Portugal no legislativo da União Europeia. E aos 50 anos, se tornou Secretário-geral do Partido Socialista (PS), principal liderança do maior partido de esquerda de Portugal.
Críticas ao “sumiço de 10 anos”
Durante dez anos, Seguro se afastou da política para se dedicar a docência universitária após perder a liderança do PS para António Costa. Até que em 2025, aos 63 anos, ele retornou à política quando anunciou sua candidatura à Presidência da República.
Entretanto, os adversários do candidato sugerem que Seguro se afastou porque esperou o Partido Socialista se desgastar, após escândalos que ocorreram durante todos esses anos.
Hoje, o candidato se apresenta como “esquerda moderna e moderada" e promete um mandato com menor intervenção política:
"O país precisa de um presidente independente. Eu não serei um presidente que será uma espécie de primeiro-ministro sombra em Belém", afirmou.
Como funciona o modelo semipresidencialista em Portugal?
Caso ganhe no segundo turno, Seguro precisará lidar com um primeiro-ministro mais poderoso, dado que Portugal mantém um modelo semipresidencial, no qual o presidente tem funções como:
- Sancionar ou vetar leis aprovadas pelo Parlamento;
- Dissolver a Assembleia da República em caso de crise política;
- Convocar eleições antecipadas;
- Representar o país internacionalmente; e
- comandar as Forças Armadas.
Ou seja, embora tenha influência política relevante, o presidente não governa diretamente nem implementa políticas públicas por conta própria.