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Internacional
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Escolas terão aulas obrigatórias sobre misoginia, masculinidade positiva e cultura incel no Reino Unido

Professores poderão encaminhar alunos para cursos de “reeducação” e apoios extras.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
14/1/2026 13:25
BBC

O Ministério da Educação do Reino Unido determinou que as escolas da Inglaterra terão aulas obrigatórias sobre masculinidade positiva, cultura incel e “respeito às mulheres”. 

A iniciativa faz parte de uma estratégia do governo trabalhista para reduzir a violência sexual e doméstica.

O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro Keir Starmer, segundo ele as ideias “misóginas” estão alcançando jovens cada vez mais cedo.

Ele afirma que essas ideias estão se espalhando por meio da internet, e que o governo precisa agir.

Como as aulas devem funcionar?

As novas aulas farão parte do currículo de Relacionamentos, Sexo e Saúde (RSHE), uma matéria que abrda temas como família, sexo e pautas LGBT. 

Segundo o plano, os professores receberão treinamento especializado para abordar temas como os efeitos da pornografia e enfrentamento a “comportamentos misóginos”.

As diretrizes também orientam que os professores discutam influenciadores e conteúdos considerados machistas nas redes sociais.

Um dos principais influenciadores que deverão ser acompanhados é Andrew Tate. Um levantamento divulgado pelo The Guardian aponta que 40% dos homens jovens têm uma visão positiva dele.

Colégios vão monitorar alunos e mandá-los para “reeducação”

Outro ponto do plano prevê que escolas recebam orientações para identificar alunos considerados de “alto risco por discursos misóginos. 

Esses estudantes poderão ser encaminhados para cursos comportamentais e programas de apoio, com foco em desafiar ideias extremistas antes que se consolidem.

Além disso, será criada uma linha telefónica de apoio para jovens preocupados com o próprio comportamento ou com situações de abuso em seus relacionamentos.

O pacote educacional custará cerca de £20 milhões, o equivalente a cerca de R$145 milhões. 

As escolas que participarão do projeto-piloto de formação de professores serão escolhidas ainda neste ano.

A meta do governo é que todas as escolas estejam ensinando conteúdos sobre relacionamentos saudáveis até o fim do governo atual

O plano também prevê novas orientações para polícia e serviços sociais, além da revisão do marco legal sobre violência doméstica envolvendo adolescentes.

Críticas da oposição

A líder do Partido Conservador, Kemi Badenoch, classificou a medida como uma “distração completa”. Para ela, o governo deveria focar em policiamento e imigração:

Eles precisam fazer a coisa certa e colocar policiais nas ruas, impedir que pessoas que vêm de culturas que não respeitam as mulheres entrem em nosso país, criminosos estrangeiros serem removidos assim que cometerem crimes.”

Badenoch afirmou que o plano é apenas uma reação política ao sucesso da série Adolescência, que fala sobre um garoto responsável pelo assasinato de uma colega:

O fato é que não são meninos de 11 anos na escola que estão perpetrando violência contra mulheres e meninas. Isso está acontecendo porque algumas pessoas no Partido Trabalhista assistiram a Adolescence e é nisso que elas querem se concentrar. É uma distração completa.”

Ela também criticou o orçamento do programa, afirmando que £20 milhões é um valor irrisório, e acusou o governo de recorrer a “soluções fáceis” por falta de ideias.

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