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Marcelo Camargo / Agência Brasil / Kevin Lamarque/REUTERS
Aceitar ou recusar? A pergunta que presidentes como Lula e Putin estão tentando responder parece simples, mas envolve inúmeras consequências políticas.
Donald Trump convidou Lula para integrar o recém-criado “Conselho de Paz”, um grupo de líderes globais desenhado para supervisionar a estabilização e reconstrução da Faixa de Gaza após anos de conflito entre Israel e o grupo terrorista Hamas.
Trump descreveu o órgão como uma plataforma que reunirá “um grupo distinto de nações prontas para assumir a nobre responsabilidade de construir uma paz duradoura” na região e além dela.
Até o momento, não foi comunicada nenhuma participação da ONU (Organização das Nações Unidas). Segundo analistas, a iniciativa do presidente dos EUA é equivalente à criação de um novo Conselho de Segurança da ONU.
"Uma paz duradoura exige julgamento pragmático, soluções de bom senso e a coragem de abandonar abordagens e instituições que falharam com muita frequência", disse Trump.
Quais as consequências para o sim ou não de Lula?
Lula ainda não aceitou o convite. Desde a escalada do conflito na Faixa de Gaza em outubro de 2023, o presidente adotou uma postura crítica às ações militares de Israel e de defesa a um cessar-fogo e a criação de um Estado palestino.
Caso aceite participar da iniciativa, Lula poderá ser questionado sobre a coerência entre sua postura e a adesão a um fórum conduzido pelos EUA, um dos principais aliados políticos de Israel.
Além disso, o Conselho de Paz liderado por Trump não tem relação com a ONU, instância que o Brasil tradicionalmente defende como central na mediação de conflitos internacionais.
Por outro lado, rejeitar o convite pode gerar atritos com o governo norte-americano, em um momento em que os dois países caminham para uma reaproximação após as negociações do tarifaço.
R$ 5 bilhões por país para ter assento permanente?
Segundo o esboço do estatuto do Conselho que tem circulado entre os países convidados, governos que desejarem participar de forma permanente devem contribuir com cercade R$ 5,3 bilhões no primeiro ano de funcionamento da iniciativa.
Esse montante seria utilizado para financiar areconstrução da Faixa de Gaza e cobrir parte das responsabilidades de estabilização e governança da região.
O estatuto indica que aqueles que não pagarem poderão ingressar sem custo, mascom mandatos temporários de atétrês anos renováveis.
Argentina, Rússia e outros países convidados
O convite de Trump foi estendido a chefes de Estado de diversos continentes. Dentre eles está o presidente da Argentina, Javier Milei, que já aceitou a inclusão como membro fundador do conselho.
“A Argentina sempre estará ao lado dos países que enfrentam o terrorismo de frente, defendem a vida e promovem a paz e a liberdade”, escreveu Milei em sua conta no X.
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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, também foi convidado por Trump. Segundo seu porta-voz, Dmitry Peskov, a Rússia está analisando a proposta e examinando todos os detalhes da oferta com os Estados Unidos antes de decidir se aceitará o convite.
O grupo fundador anunciado inclui figuras como o secretário de Estado americano Marco Rubio, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, o assessor presidencial Steve Witkoff e o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga.
Os membros do conselho supervisionarão um comitê executivo responsável por implementar a segunda fase do plano de paz para Gaza, que inclui o envio de uma força de segurança internacional, o desarmamento do Hamas e a reconstrução do território.
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