Ainda sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a substância está em fase experimental, é aplicada somente por determinação judicial em casos muito específicos e seguindo critérios rigorosos.
“São pacientes com indicação clínica clara de trauma medular, que correm risco de evoluir para quadros de paraplegia ou tetraplegia”, afirmou o subsecretário de Estado de Regulação do Acesso em Saúde, Gleikson Barbosa.
O subsecretário afirmou que o Espírito Santo foi escolhido para a aplicação do tratamento por ter uma rede de saúde organizada, o que permitiu uma parceria com uma universidade do Rio de Janeiro e o devido acompanhamento técnico dos casos.
O acompanhamento do paciente segue em curso, com avaliações clínicas periódicas para monitorar a evolução do quadro.
O que é a polilaminina e por que ela chama tanta atenção?
A polilaminina é uma proteína associada à regeneração celular, especialmente em tecidos nervosos. Ela foi desenvolvida para estimular o próprio corpo a se reconstruir, criando condições para que células danificadas voltem a se organizar.
Ela faz uma espécie de “andaime biológico” que permite que neurônios e outras células retomem conexões rompidas após traumas, reduzindo as barreiras biológicas à regeneração.
Estudos experimentais indicam melhora em quadros como:
- Lesões medulares;
- Traumas neurológicos;
- Sequelas motoras após acidentes.
Por que outros estados não utilizam o medicamento?
Embora pesquisas publicadas em revistas científicas internacionais relatam uma evolução gradual em pacientes, os estudos e casos ainda são limitados em escala.
Esse é um dos motivos pelo qual o uso da polilaminina não é padronizado nacionalmente no Sistema Único de Saúde (SUS), o que explica por que outros estados não o utilizam.
Quantas pessoas já receberam a substância?
O idoso é o terceiro paciente no Estado a receber o medicamento. Luiz Fernando Mozer recebeu o medicamento em dezembro do ano passado. Atualmente, ele está em tratamento de reabilitação.
Já Vinícius Brito França recebeu a polilaminina no dia 7 de janeiro e permanece internado sob acompanhamento contínuo.
"A polilaminina pode revolucionar a medicina. Um medicamento que vai gerar esperança", afirmou Gleikson Barbosa.
Diante do avanço de pesquisas e terapias inovadoras para casos de alta complexidade, o Espírito Santo instituiu um grupo de trabalho específico para Incorporação de Terapias Inovadoras, segundo a Secretaria de Estado da Saúde.