Atualidades5 min de leitura

Idoso de 70 anos recebe medicamento inovador após cair de telhado e sofrer lesão grave

"A polilaminina pode revolucionar a medicina", afirmou o responsável pelo acesso ao medicamento no Espírito Santo.

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
Idoso de 70 anos recebe medicamento inovador após cair de telhado e sofrer lesão grave
Fonte da imagem: Eduardo Knapp / Folhapress

Receba notícias gratuitamente em seu email

Após cair de um telhado e sofrer uma lesão grave, um idoso de 70 anos recebeu um tratamento com um medicamento inovador na rede pública de saúde do Espírito Santo.

A polilaminina, associada à regeneração celular, foi usada pela terceira vez no Estado em casos como o do idoso, que teve perda total dos movimentos do nível da medula para baixo.

Ainda sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a substância está em fase experimental, é aplicada somente por determinação judicial em casos muito específicos e seguindo critérios rigorosos.

“São pacientes com indicação clínica clara de trauma medular, que correm risco de evoluir para quadros de paraplegia ou tetraplegia”, afirmou o subsecretário de Estado de Regulação do Acesso em Saúde, Gleikson Barbosa.

O subsecretário afirmou que o Espírito Santo foi escolhido para a aplicação do tratamento por ter uma rede de saúde organizada, o que permitiu uma parceria com uma universidade do Rio de Janeiro e o devido acompanhamento técnico dos casos.

O acompanhamento do paciente segue em curso, com avaliações clínicas periódicas para monitorar a evolução do quadro.

O que é a polilaminina e por que ela chama tanta atenção?

A polilaminina é uma proteína associada à regeneração celular, especialmente em tecidos nervosos. Ela foi desenvolvida para estimular o próprio corpo a se reconstruir, criando condições para que células danificadas voltem a se organizar.

Ela faz uma espécie de “andaime biológico” que permite que neurônios e outras células retomem conexões rompidas após traumas, reduzindo as barreiras biológicas à regeneração.

Estudos experimentais indicam melhora em quadros como:

  • Lesões medulares;
  • Traumas neurológicos;
  • Sequelas motoras após acidentes.
[LEADS] Brasil Evangélico

Por que outros estados não utilizam o medicamento?

Embora pesquisas publicadas em revistas científicas internacionais relatam uma evolução gradual em pacientes, os estudos e casos ainda são limitados em escala.

Esse é um dos motivos pelo qual o uso da polilaminina não é padronizado nacionalmente no Sistema Único de Saúde (SUS), o que explica por que outros estados não o utilizam.

Quantas pessoas já receberam a substância?

O idoso é o terceiro paciente no Estado a receber o medicamento. Luiz Fernando Mozer recebeu o medicamento em dezembro do ano passado. Atualmente, ele está em tratamento de reabilitação.

Já Vinícius Brito França recebeu a polilaminina no dia 7 de janeiro e permanece internado sob acompanhamento contínuo.

"A polilaminina pode revolucionar a medicina. Um medicamento que vai gerar esperança", afirmou Gleikson Barbosa.

Diante do avanço de pesquisas e terapias inovadoras para casos de alta complexidade, o Espírito Santo instituiu um grupo de trabalho específico para Incorporação de Terapias Inovadoras, segundo a Secretaria de Estado da Saúde.

O jornalismo da Brasil Paralelo existe graças aos nossos membros

Como um veículo independente, não aceitamos dinheiro público. O que financia nossa estrutura são as assinaturas de cada pessoa que acredita em nossa causa. 

Quanto mais pessoas tivermos conosco nesta missão, mais longe iremos. Por isso, agradecemos o apoio de todos. 

Seja também um membro da Brasil Paralelo e nos ajude a expandir nosso jornalismo. 

Clique aqui.

[LEADS] Brasil Evangélico
[LEADS] Brasil Evangélico