Penitenciária recebeu nomes como Alexandre Nardoni, Elize Matsunaga e Robinho, que já foi transferido para outra unidade.
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O Complexo Penitenciário de Tremembé, conhecido por receber condenados de alguns dos crimes mais brutais e emblemáticos do país, está passando por um processo de desmontagem da sua ala voltada a presos de grande notoriedade.
Lá estiveram nomes como Elize Matsunaga, condenada pela morte e esquartejamento do marido, Suzane von Richthofen, pelo assassinato dos próprios pais, e Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, responsáveis pela morte da menina Isabella Nardoni.
Entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, pelo menos quatro detentos conhecidos foram transferidos para outras unidades, como a de Potim e Guarulhos II. Entre os transferidos estão:
A estratégia é “pulverizar” esse perfil de presos em diferentes unidades para eliminar a concentração de detentos famosos em um mesmo local.
A Secretaria da Administração Penitenciária não divulgou um motivo detalhado para a reestruturação por razões de segurança. Em entrevista à CNN, o advogado criminalista Bruno Ferullo avaliou que por trás de decisões como essa podem estar:
A penitenciária não será encerrada. Com as transferências em curso, Tremembé passará a abrigar presos com perfis diferentes, incluindo aqueles em regime semiaberto ou de menor repercussão pública, conforme medidas internas de alocação adotadas pela SAP.
Os condenados que foram para Tremembé têm histórias diferentes, usaram métodos distintos, mas todos têm um ponto em comum: seus crimes se tornaram símbolos de perversidade, que marcaram a história do país.
Enquanto crimes violentos que aconteceram dentro de casa foram para um presídio exclusivo, os que acontecem nas ruas continuam como a maior preocupação dos brasileiros.
Segundo levantamento da Ipsos divulgado na última semana, 45% da população apontam o crime como o principal problema do país, à frente da corrupção e da saúde.
Diante do cenário de violência e incapacidade do Estado de contê-la, a Brasil Paralelo investigou o caso do país da América Latina que mais reduziu a criminalidade em seu território:
Em El Salvador, um complexo penitenciário virou laboratório de políticas de segurança pública nas Américas. Mas diferente de Tremembé, ele não recebe criminosos “famosos”, mas líderes de facções.
A Brasil Paralelo investigou o caso por dentro e mostrou o antes e o depois do país: recordes de homicídios ao estado de exceção, a criação da prisão de segurança máxima, a queda da criminalidade relatada, as polêmicas jurídicas e a pergunta central:
Esse modelo é exportável?
Veja a prisão abaixo: