Autora de Harry Potter se posiciona sobre protestos no Irã
J.K Rowling criticou “silêncio” de alguns grupos de ativismo em relação aos protestos contra o regime.
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A autora britânica J.K. Rowling, conhecida mundialmente pela série Harry Potter, se manifestou nas redes sociais sobre os protestos em curso no Irã.
Em uma publicação na plataforma X essa semana, ela criticou o que chamou de “silêncio” de alguns grupos de ativismo em relação à mobilização popular iraniana contra o regime. Na mensagem, Rowling afirmou:
“Se você diz apoiar direitos humanos e não consegue mostrar solidariedade àqueles que lutam pela sua liberdade no Irã, você se revelou. Você não se importa com pessoas sendo oprimidas e brutalizadas desde que isso seja feito pelos inimigos de seus inimigos.”
Esse comentário foi interpretado por muitos como uma crítica direta àquilo que Rowling chamou de “ativismo seletivo”.

O Irã à beira do colapso: protestos massivos, repressão violenta e o risco de uma crise global
No início de 2026, o Irã voltou ao centro do noticiário internacional ao enfrentar uma onda de protestos de dimensão histórica, espalhada por quase todo o país e reprimida com extrema violência pelo regime islâmico.
Centenas de pessoas morreram, milhares foram presas e o governo impôs um apagão quase total de internet e telefonia para tentar conter a mobilização.
Mesmo assim, as manifestações continuaram, com ataques a prédios públicos, slogans contra o líder supremo Ali Khamenei e pedidos explícitos pelo fim do regime, reacendendo temores de uma escalada regional com possíveis repercussões militares envolvendo os Estados Unidos.
Colapso das condições de vida no Irã
A moeda iraniana atingiu o pior nível de sua história, fazendo salários perderem quase metade do valor em um único ano.
A dependência do petróleo, combinada à queda do preço do barril, às sanções internacionais, aos danos causados por conflitos recentes e à crise hídrica que levou ao racionamento de água, resultou em escassez de alimentos, produtos básicos e perspectivas de futuro.
Analistas e economistas iranianos apontam que a raiz do problema está menos em fatores externos e mais em décadas de má gestão, corrupção e decisões políticas que corroeram a economia e a confiança da população.
Esse cenário se conecta a um processo mais longo de desgaste do regime instaurado após a Revolução Islâmica de 1979. Ao longo de anos, o governo ampliou a repressão à liberdade de expressão, controlou rigidamente a informação e respondeu com força a sucessivas manifestações populares.
O que se vê agora é o acúmulo dessas tensões chegando a um ponto crítico: uma sociedade empobrecida, sem canais reais de diálogo, confrontando um Estado disposto a usar a violência para preservar o poder, mesmo diante de uma insatisfação que já ultrapassa fronteiras políticas, econômicas e geracionais.
Para entender mais profundamente o que está acontecendo no Irã, assista gratuitamente à análise completa da Brasil Paralelo:
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