Qual o motivo da saída dos EUA da OMS?
Ao anunciar a saída, o governo Trump citou:
- má gestão da pandemia de COVID-19 pela OMS;
- falta de independência política da organização;
- suposto favorecimento à China no início da pandemia.
De acordo com especialistas ouvidos pela CBC, a força histórica da OMS está na cooperação contínua entre países e não apenas em respostas emergenciais.
Desde 1952, o Sistema Global de Vigilância e Resposta à Influenza reúne dados de 131 países para orientar vacinas contra a gripe.
Sem os EUA, o acesso a informações e a adequação das vacinas podem ser prejudicados.
A OMS também coordena respostas a surtos como dengue, Ebola, MERS e outras doenças. A exclusão de cientistas americanos tende a reduzir a capacidade de resposta.
China pode passar a ser o maior financiador da OMS
Após a Segunda Guerra, os EUA usaram a chamada “diplomacia das vacinas” como instrumento de política externa.
Em 1967, lideraram o programa da OMS que erradicou a varíola até 1980. Em 1974, ajudaram a lançar o Programa Ampliado de Imunização, que ampliou a cobertura infantil global.
Em 2025, os EUA deixaram de assinar o Acordo da OMS sobre Pandemias. A China, por sua vez, prometeu cerca de US$500 milhões (aproximadamente R$ 2,65 bilhões) à OMS nos próximos cinco anos.
Com isso, deve se tornar o maior financiador da agência e ampliar sua influência sobre as prioridades globais.