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Atualidades
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Ela perdeu 23 gestações e finalmente pôde segurar a filha no colo

Mesmo após 18 anos de espera e a perda de parte do útero, irlandesa não perdeu a esperança.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
22/1/2026 14:15
Reprodução

“Isso acontece” foi a frase que Georgina O’Shea ouviu dos médicos por quase duas décadas.

Foram 23 abortos espontâneos, quase todos no início da gestação. Um após o outro.

Mesmo assim, ela continuou tentando.

Georgina é irlandesa e se tornou mãe pela primeira vez ainda adolescente. Em 2004, aos 16 anos, deu à luz Leon. A gravidez transcorreu normalmente, sem qualquer sinal de que algo pudesse dar errado.

Dois anos depois, veio o primeiro aborto espontâneo. Depois outro. E mais um. Em cerca de um ano e meio, Georgina perdeu três gestações.

Ela procurou ajuda médica e ouviu que sua idade estava “a seu favor” e que aquilo era comum. O assunto foi deixado de lado.

Pouco depois, ela e o marido, Ken O’Shea, mudaram-se para a cidade de Cork. Em menos de um ano, uma nova gravidez.

No consultório, ao ouvir “parabéns”, Georgina reagiu com franqueza: disse à médica que talvez fosse melhor dizer “sinto muito”.

Você quer dizer pêsames? Já tive três abortos espontâneos, não estou chegando a lugar nenhum, provavelmente vai acontecer a mesma coisa',” relatou a irlandesa.

De acordo com ela, aquela foi a primeira médica que realmente a ouviu. Ela foi encaminhada ao Hospital Universitário de Maternidade de Cork, onde passou a realizar exames mais detalhados.

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Perda de parte do útero

As perdas continuaram. Em um único ano, ela sofreu seis abortos espontâneos. Sua penúltima gravidez aconteceu em 2020.

No início, tudo parecia normal, até que os médicos identificaram uma gravidez ectópica, quando o embrião se desenvolve fora do útero. Georgina precisou passar por cirurgia e perdeu uma das trompas.

Após o procedimento, ouviu do médico que a outra trompa estava muito cicatrizada. As chances de uma gestação normal seriam mínimas.

Diante disso, ela e Ken decidiram parar. Tinham Leon e resolveram concentrar suas forças no filho.

Já sem grandes expectativas, Georgina engravidou novamente. A gestação teve acompanhamento médico rigoroso. Contra todas as estatísticas, chegou ao fim.

No dia 17 de maio de 2023, ela deu à luz Rylee.

O nascimento foi marcado por emoção dentro do hospital. Segundo Georgina, médicos e enfermeiros choraram ao ver a bebê nascer. 

“Foram rios de lágrimas”, contou ela, descrevendo a filha como um “pequeno e maravilhoso sopro”.

Ela relatou que, ao longo do processo, recebeu muitos comentários que, embora bem-intencionados, como “ao menos você já tem um filho”, muitas vezes aumentavam a dor.

Apesar de tudo, ela afirma que nunca perdeu completamente a esperança.

Seu conselho para quem vive situação parecida é “cuidar da saúde mental e entender que não há problema em, às vezes, deixar a esperança descansar desde que ela não desapareça por completo”.

Depois de 23 perdas, Georgina finalmente segurou sua filha no colo. E, para ela, isso ainda parece um milagre.

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