“Isso acontece” foi a frase que Georgina O’Shea ouviu dos médicos por quase duas décadas.
Foram 23 abortos espontâneos, quase todos no início da gestação. Um após o outro.
Mesmo assim, ela continuou tentando.
Georgina é irlandesa e se tornou mãe pela primeira vez ainda adolescente. Em 2004, aos 16 anos, deu à luz Leon. A gravidez transcorreu normalmente, sem qualquer sinal de que algo pudesse dar errado.
Dois anos depois, veio o primeiro aborto espontâneo. Depois outro. E mais um. Em cerca de um ano e meio, Georgina perdeu três gestações.
Ela procurou ajuda médica e ouviu que sua idade estava “a seu favor” e que aquilo era comum. O assunto foi deixado de lado.
Pouco depois, ela e o marido, Ken O’Shea, mudaram-se para a cidade de Cork. Em menos de um ano, uma nova gravidez.
No consultório, ao ouvir “parabéns”, Georgina reagiu com franqueza: disse à médica que talvez fosse melhor dizer “sinto muito”.
Você quer dizer pêsames? Já tive três abortos espontâneos, não estou chegando a lugar nenhum, provavelmente vai acontecer a mesma coisa',” relatou a irlandesa.
De acordo com ela, aquela foi a primeira médica que realmente a ouviu. Ela foi encaminhada ao Hospital Universitário de Maternidade de Cork, onde passou a realizar exames mais detalhados.
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