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Atualidades
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Pesquisadora afirma ter virado alvo da PF após denunciar repasses milionários à ONG LGBT

Pesquisadora vira alvo da PF após denunciar repasses milionários

Por
Gabriel Costa
Publicado em
23/1/2026 10:46
Reprodução

Um vídeo publicado nas redes sociais colocou a pesquisadora Aline Borges no centro de uma investigação da Polícia Federal.

Nine, como é conhecida, afirma ter identificado repasses milionários da Secretaria LGBT a uma ONG específica, com base em dados oficiais do governo federal.

Ao cruzar informações do Portal da Transparência, encontrou um padrão que chamou sua atenção: milhões de reais estavam sendo destinados a diferentes ONGs que, apesar de terem CNPJs distintos, compartilhavam o mesmo endereço.

A investigação informal avançou. Aline identificou que uma dessas organizações já foi presidida por Symmy Larrat.

Hoje, ela ocupa o cargo de secretária nacional de Promoção e Defesa dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ no Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

De acordo com os registros públicos, mais de R$3 milhões foram repassados à ONG responsável por operar a chamada “Plataforma do Respeito”.

Com os dados reunidos, Aline publicou um vídeo explicando os repasses e apontando a possibilidade de conflito de interesse. Os números eram oficiais. As informações vinham do próprio governo.

Pouco tempo após a divulgação do vídeo, Aline passou a ser investigada pela Polícia Federal no Distrito Federal.

As acusações incluíam:

  • Injúria racial, com base no entendimento atual de “transfobia”;
  • calúnia;
  • difamação.

“Por esse vídeo, fui acusada de calúnia e difamação (por mencionar os repasses) e de injúria racial/transfobia (por me referir a Larrat com o pronome masculino). Larrat nega que tenha havido qualquer ilicitude em nota de sua própria autoria, sem fornecer prova alguma para tal”. Afirmou Nine.

Um segundo inquérito foi aberto meses depois em Minas Gerais relacionado a críticas feitas ao Ministério e a Defensoria Pública por ela no podcast Inteligência LTDA.

“A pessoa denunciante afirma também que difamei o MP e a Defensoria Pública no podcast Inteligência LTDA (por volta dos minutos 40–45). Ou seja, na visão dessa pessoa, instituições não podem ser criticadas e qualquer crítica seria difamação de servidores públicos”.

Desde então, a pesquisadora afirma enfrentar uma série de processos e intimações que têm restringido sua atuação pública e sua presença nas redes digitais.

  • Nine é doutora em Educação, mestre em Ciências Sociais e coautora de um livro crítico à cultura woke. Ela participou do podcast Conversa Paralela, onde falou sobre ideologia de gênero. Assista no canal da Brasil Paralelo.

Inquérito no Distrito Federal

O primeiro caso tramita no Distrito Federal. Aline foi intimada por e-mail, apesar de residir fora do país.

Para ter acesso ao conteúdo da investigação, precisou contratar advogados. Os custos chegaram a R$30 mil, arrecadados por meio de uma campanha pública.

Nos autos, ela foi acusada de injúria racial, com base no entendimento atual que equipara “transfobia” a esse crime, além de calúnia e difamação.

Inicialmente, um delegado avaliou que não havia indícios mínimos para justificar a investigação. Mesmo assim, o procedimento foi encaminhado a outro setor e convertido em inquérito preliminar.

Durante o depoimento, o delegado descartou as acusações de calúnia e difamação, mas manteve a imputação de injúria por “transfobia”.

Vídeo denuncia repasses de mais de R$5 milhões.

O inquérito teve origem em um vídeo publicado por Aline em 2024. Nele, ela apresentou dados sobre repasses públicos que somam mais de R$5 milhões. Desse total, mais de R$3 milhões foram destinados pela Secretaria LGBT à ONG Aliança LGBTI+.

Print do Portal da Transparência. Imagem: reprodução.

A ONG é a mesma que passou a operar a chamada “Plataforma do Respeito”. Segundo Aline, há indícios de conflito de interesse. A Aliança LGBTI+ compartilha endereço com outra ONG da qual Symmy Larrat já foi presidente.

Após a abertura do inquérito, a ONG ligada a Larrat alterou o endereço registrado no Portal da Transparência. Segundo Aline, há documentação que comprova o vínculo anterior.

De acordo com Nine, o delegado do caso descartou a apuração por calúnia e difamação, o que impediria uma análise sobre o mérito dos repasses, e manteve apenas a imputação por injúria baseada no conceito de transfobia.

Após a publicação do vídeo, os repasses à ONG cessaram ao longo de todo o ano de 2025. Eles foram retomados uma semana antes da divulgação do parecer final do delegado, que recomendou o indiciamento de Aline por transfobia.

Acusação por transfobia

A imputação de injúria racial também se baseia em declarações feitas por Aline sobre a participação de Symmy Larrat na CEDAW, em Genebra.

A CEDAW é um tratado internacional da ONU voltado à proteção dos direitos das mulheres. Na ocasião, o governo brasileiro incluiu Symmy em sua comitiva oficial, com lugar de destaque na mesa diretiva.

Segundo Aline, o sexo biológico era relevante naquele contexto. Por isso, ela questionou a presença de Larrat na delegação. O caso agora aguarda manifestação do Ministério Público.

Estresse familiar

No caso do inquérito instaurado em Minas Gerais a intimação foi enviada ao e-mail pessoal do pai de Aline e ao WhatsApp do irmão, ambos no Brasil.

Ela afirma que o envio de comunicação oficial a familiares, por WhatsApp, é irregular e causou estresse à família.

Aline afirma que respondeu prontamente à intimação, solicitando acesso aos autos. Mesmo assim, seus parentes já haviam sido acionados antes.

Segundo Aline, há indícios de que a intenção final seja derrubar suas contas. Para ela, o processo em si se transforma em punição: cria obstáculos para retornar ao Brasil, dificulta visitas familiares e restringe sua comunicação pública.

Ela afirma que sua residência no Reino Unido oferece garantias legais adicionais, mas vê um esforço coordenado de constrangimento e silenciamento.

Produção acadêmica e próximos passos

Aline diz que sua produção se baseia em literatura científica. Para ela, críticas acadêmicas e debates sobre gênero não configuram crime.

Com a implementação da “Plataforma do Respeito”, ela afirma esperar novas representações e inquéritos, já que a ONG no centro da disputa é responsável pela gestão dos dados gerados pela ferramenta.

A Alliance Defending Freedom assumiu sua defesa jurídica. O caso está sendo articulado no Brasil, no Reino Unido e nos Estados Unidos. De acordo com Nine, publicações em veículos da imprensa internacional estão em preparação.

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