Um vídeo publicado nas redes sociais colocou a pesquisadora Aline Borges no centro de uma investigação da Polícia Federal.
Nine, como é conhecida, afirma ter identificado repasses milionários da Secretaria LGBT a uma ONG específica, com base em dados oficiais do governo federal.
Ao cruzar informações do Portal da Transparência, encontrou um padrão que chamou sua atenção: milhões de reais estavam sendo destinados a diferentes ONGs que, apesar de terem CNPJs distintos, compartilhavam o mesmo endereço.
A investigação informal avançou. Aline identificou que uma dessas organizações já foi presidida por Symmy Larrat.
Hoje, ela ocupa o cargo de secretária nacional de Promoção e Defesa dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ no Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.
De acordo com os registros públicos, mais de R$3 milhões foram repassados à ONG responsável por operar a chamada “Plataforma do Respeito”.
Com os dados reunidos, Aline publicou um vídeo explicando os repasses e apontando a possibilidade de conflito de interesse. Os números eram oficiais. As informações vinham do próprio governo.
Pouco tempo após a divulgação do vídeo, Aline passou a ser investigada pela Polícia Federal no Distrito Federal.
As acusações incluíam:
- Injúria racial, com base no entendimento atual de “transfobia”;
- calúnia;
- difamação.
“Por esse vídeo, fui acusada de calúnia e difamação (por mencionar os repasses) e de injúria racial/transfobia (por me referir a Larrat com o pronome masculino). Larrat nega que tenha havido qualquer ilicitude em nota de sua própria autoria, sem fornecer prova alguma para tal”. Afirmou Nine.
Um segundo inquérito foi aberto meses depois em Minas Gerais relacionado a críticas feitas ao Ministério e a Defensoria Pública por ela no podcast Inteligência LTDA.
“A pessoa denunciante afirma também que difamei o MP e a Defensoria Pública no podcast Inteligência LTDA (por volta dos minutos 40–45). Ou seja, na visão dessa pessoa, instituições não podem ser criticadas e qualquer crítica seria difamação de servidores públicos”.
Desde então, a pesquisadora afirma enfrentar uma série de processos e intimações que têm restringido sua atuação pública e sua presença nas redes digitais.
- Nine é doutora em Educação, mestre em Ciências Sociais e coautora de um livro crítico à cultura woke. Ela participou do podcast Conversa Paralela, onde falou sobre ideologia de gênero. Assista no canal da Brasil Paralelo.

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