Área funcionava como base do tráfico para fornecer drogas para o centro da maior cidade do país.

As demolições na Favela do Moinho chegaram a um ponto simbólico nesta semana.
Máquinas derrubaram um imível que, segundo a polícia, funcionava como o principal centro de comando do tráfico de drogas na região.
Sem janelas e localizado no coração da favela, o imóvel era uma das maiores construções do local. De acordo com as investigações, ele servia como base do Primeiro Comando da Capital (PCC) para armazenar drogas antes da distribuição.
A partir dali, os entorpecentes seguiam para a Cracolândia, área conhecida pelo consumo aberto de drogas no centro da cidade, e para hospedarias usadas como fachada para o tráfico.
A favela surgiu no início dos anos 1990, após a falência da indústria Moinho Central e é a última favela existente no centro de São Paulo.
Sua história é marcada por incêndios, conflitos habitacionais, operações policiais e a presença do PCC. O plano do governo do estado é remover totalmente a comunidade, construir um parque e instalar a futura estação de trem.
O destino da área também virou disputa política entre o governo federal e o governo paulista, que divergem sobre o ritmo da desocupação e o uso de força policial.
Além do envolvimento com o tráfico de drogas, o local apresentava problemas estruturais graves, como:
Em outubro, a Justiça Federal suspendeu temporariamente as demolições após pedido das defensorias públicas, por risco sanitário causado pelo acúmulo de entulho.
Após audiências de conciliação e a retirada do material, as demolições foram retomadas.
Como um veículo independente, não aceitamos dinheiro público. O que financia nossa estrutura são as assinaturas de cada pessoa que acredita em nossa causa.
Quanto mais pessoas tivermos conosco nesta missão, mais longe iremos. Por isso, agradecemos o apoio de todos.
Seja também um membro da Brasil Paralelo e nos ajude a expandir nosso jornalismo.