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Polícia derruba ‘bunker’ do PCC usado para abastecer a Cracolândia

Área funcionava como base do tráfico para fornecer drogas para o centro da maior cidade do país.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Bunker do PCC na favela do moinho
Fonte da imagem: Josue Vicente

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As demolições na Favela do Moinho chegaram a um ponto simbólico nesta semana.

Máquinas derrubaram um imível que, segundo a polícia, funcionava como o principal centro de comando do tráfico de drogas na região.

Sem janelas e localizado no coração da favela, o imóvel era uma das maiores construções do local. De acordo com as investigações, ele servia como base do Primeiro Comando da Capital (PCC) para armazenar drogas antes da distribuição.

A partir dali, os entorpecentes seguiam para a Cracolândia, área conhecida pelo consumo aberto de drogas no centro da cidade, e para hospedarias usadas como fachada para o tráfico.

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Por que a favela está sendo demolida?

A favela surgiu no início dos anos 1990, após a falência da indústria Moinho Central e é a última favela existente no centro de São Paulo.

Sua história é marcada por incêndios, conflitos habitacionais, operações policiais e a presença do PCC. O plano do governo do estado é remover totalmente a comunidade, construir um parque e instalar a futura estação de trem.

O destino da área também virou disputa política entre o governo federal e o governo paulista, que divergem sobre o ritmo da desocupação e o uso de força policial.

Além do envolvimento com o tráfico de drogas, o local apresentava problemas estruturais graves, como:

  • uso de materiais altamente inflamáveis;
  • ligações elétricas clandestinas;
  • apenas uma via de acesso para entrada e saída.

Em outubro, a Justiça Federal suspendeu temporariamente as demolições após pedido das defensorias públicas, por risco sanitário causado pelo acúmulo de entulho.

Após audiências de conciliação e a retirada do material, as demolições foram retomadas.

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