Brasil é 101º colocado em ranking internacional de liberdade
Índice avalia fatores como liberdade financeira, proteção de ativos e qualidade de vida.
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Onde é mais fácil viver, investir e proteger patrimônio? Uma nova edição do ranking avaliou mais de 200 países e estados dos EUA, para responder a essa questão.
No índice da Nomad Capitalism, o Brasil ficou em 101º lugar no ranking geral e em 96º entre 192 países. O resultado superou o da maioria dos vizinhos sul-americanos, mas ficou atrás de Paraguai, Chile e Uruguai.
No topo do ranking estão Mônaco, Ilhas Maurício, Suíça e Portugal.

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Como funciona o índice
De acordo com a Nomad Capitalism o objetivo do estudo é “educar e capacitar indivíduos ao oferecer uma visão sobre jurisdições que combinam, de forma equilibrada, liberdade financeira, segurança pessoal, proteção legal e direitos humanos”.
A consultoria afirma que um dos propósitos do índice é orientar quem busca melhores lugares para viver.
“Ele propõe o debate sobre as políticas que moldam a cidadania moderna e busca orientar aqueles que desejam “‘ir aonde são tratados da melhor forma’”.
O estudo leva em conta cinco critérios principais:
- Liberdade financeira (30%) – mede facilidade para ganhar e movimentar riqueza. Países com baixa ou zero tributação, como o Panamá, receberam as melhores notas.
- Proteção de ativos (25%) – avalia o nível de confiabilidade legal, sigilo e risco de expropriação.
- Direitos humanos (20%) – verifica garantias de liberdades civis, dignidade humana e estado de direito.
- Segurança (15%) – checa indicadores de criminalidade, estabilidade política e infraestrutura de emergência.
- Qualidade de vida (10%) – avalia saúde, educação e lazer.
Segundo o fundador da consultoria, Andrew Henderson, o índice não se baseia em teorias políticas. O critério central é a “aplicação prática da liberdade”, como a possibilidade de educar os filhos sem interferência do Estado e proteger o patrimônio sem penalidades.
Desempenho do Brasil
O melhor resultado brasileiro foi em Direitos Humanos, com pontuação acima de países como Japão, Espanha e Reino Unido. Para a consultoria, esses direitos são “plenamente respeitados” no país.

Nos demais critérios, os resultados foram medianos ou abaixo da média:
Liberdade financeira - 30/50:
Essa pontuação mostra o quanto é fácil ganhar dinheiro, movimentá-lo e mantê-lo seguro em cada país.
O ranking considera informações de órgãos reguladores, índices internacionais e avaliações sobre a facilidade de transferir recursos, pagar impostos, investir e ter acesso a criptomoedas.
- Nota 10: alta restrição e infraestrutura fraca.
- Notas 20–30: impostos elevados e burocracia pesada.
- Nota 40: impostos moderados, sistemas eficientes e mercados relativamente abertos.
- Nota 50: centros com tributação zero ou territorial, plena mobilidade, eficiência e regras favoráveis a investidores, como o Panamá.
Qualidade de vida - 30/50:
Essa nota mostra a qualidade de vida em cada país, levando em conta saúde, educação, meio ambiente, serviços básicos e a opinião de quem vive ou já viveu ali.
- Nota 10: ausência de serviços básicos e condições precárias.
- Nota 20: problemas como poluição ou sistema de saúde frágil.
- Nota 30: condições medianas, com pontos fortes em alimentação ou clima, mas falhas em saúde ou educação.
- Nota 40: altos padrões em áreas importantes.
- Nota 50: excelente infraestrutura, saúde universal e escolas de ponta, como na Suíça.
Direitos Humanos - 50/50:
Essa nota mostra como cada país protege as liberdades básicas e o respeito à dignidade humana. Para chegar ao resultado, foram usados índices internacionais, relatórios de direitos humanos e análises de especialistas.
Os avaliadores levaram em conta pontos como liberdade de expressão, direito de ir e vir, autonomia, liberdade econômica e a aplicação das leis.
- Nota 10: quando a repressão é severa e não existem liberdades básicas.
- Notas 20–30: quando há censura, discriminação ou restrições sistêmicas às liberdades.
- Nota 40: quando há proteções, mas ainda persistem falhas.
- Nota 50: quando os direitos são totalmente garantidos e aplicados, como na Noruega.
Proteção de ativos - 20/50:
Essa pontuação indica o quanto cada país consegue proteger o patrimônio.
A avaliação considera a segurança das leis, a existência de mecanismos para administração de bens, o nível de privacidade e o risco de que bens sejam confiscados.
- Nota 10: ausência de privacidade, sistema jurídico frágil e alto risco de confisco.
- Notas 20–30: poucas ferramentas disponíveis e aplicação da lei politizada.
- Nota 40: estruturas legais sólidas, mas ainda com algumas falhas.
- Nota 50: tribunais fortes, alto nível de privacidade e estruturas respeitadas, como em Singapura.
Segurança - 20/50:
Essa nota mostra o nível de segurança de cada país. O ranking considera dados sobre criminalidade, relatórios internacionais de paz e segurança, além de fatores como atuação da polícia, estabilidade política e estrutura de emergência.
- Nota 10: altos índices de crime, instabilidade e policiamento frágil.
- Nota 20: agitação moderada ou polícia pouco confiável.
- Nota 30: ambientes considerados seguros, mas com riscos conhecidos.
- Nota 40: países estáveis e com baixa criminalidade.
- Nota 50: locais vistos como muito seguros, com polícia eficiente e estabilidade política, como a Irlanda.
O levantamento da Nomad Capitalism coloca o Brasil em posição intermediária no ranking.
O resultado reflete a combinação dos cinco critérios avaliados: liberdade financeira, proteção de ativos, direitos humanos, segurança e qualidade de vida.
O estudo pode orientar quem busca alternativas para viver ou investir fora do país.
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