Dois terços dos visitantes que comentaram sobre a interação disseram que a experiência foi espiritual.

Na St. Peter’s Chapel, a igreja mais antiga de Lucerna (Suíça), visitantes foram recebidos no confessionário por um holograma de Jesus Cristo.
Um avatar movido por inteligência artificial (IA) que dizia “Paz contigo, irmão” e convidava a “falar o que está no teu coração”.
O software foi treinado com textos teológicos e bíblicos sob supervisão da paróquia, com o cuidado de que as respostas estivessem alinhadas ao entendimento da Igreja Católica.
O visitante entrava na cabine do confessionário e pressionava um botão, em seguida o avatar de Jesus aparecia em uma tela. A IA era capaz de se comunicar em cerca de 100 idiomas.
A partir dalí começa uma conversa na qual a pessoa partilha angústias, dúvidas ou reflexões.
Os usuários eram alertados a não divulgar dados pessoais e usar o serviço “por sua conta e risco”. Eles também eram avisados de que a conversa não valia como uma confissão
O projeto recebeu o nome de Deus in Machina e foi concebido por Philipp Haslbauer e Aljosa Smolic, do laboratório de realidade imersiva da Hochschule Luzern (HSLU).
O pároco Marco Schmid, da Capela de São Pedro, comentou para a Euronews que a iniciativa aproximou pessoas da Igreja:
"Pessoas curiosas e mais distantes da Igreja são particularmente propensas a demonstrar grande interesse em trocar ideias com a IA Jesus".
Durante os dois meses de exibição, foram registradas cerca de 1.000 conversas, segundo o relatório da paróquia.
O número incluiu até muçulmanos e turistas de países em que os cristãos são minorias, como China e Vietnã.
Aproximadamente 230 pessoas responderam ao questionário sobre a experiência, dois terços alegaram ter uma “experiência espiritual”.
Outros relataram que a conversa não foi boa, com falas repetitivas e triviais. Schmid comentou que a IA parece ter agido de maneira diferente em alguns momentos para o jornal The Guardian:
“Tenho a impressão de que, às vezes, ele foi realmente muito bom, e as pessoas ficaram incrivelmente felizes, surpresas e inspiradas. E também houve momentos em que ele, de alguma forma, não foi tão bom, talvez mais superficial.”
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