Criminoso era menor de idade na época do crime e por isso não pode mais ser punido pelo caso.
.jpg&w=3840&q=75)
A jovem Catarina Kasten andava de bicicleta pela trilha do matadeiro em Florianópolis quando foi atacada por Giovane Correa Mayer.
Ele a estuprou e depois a estrangulou com um cadarço até a morte. O corpo dela foi deixado nas proximidades da trilha.
Dias depois, a polícia prendeu Mayer, que confessou ter sido o responsável por esse crime brutal.
Na audiência de custódia, o delegado perguntou se Giovane havia respondido por algum processo antes, ele comentou que havia sido testemunha em outro crime.
O assassinato de Kasten fez com que os agentes cruzassem informações e revisitassem outro crime que aconteceu na região ainda em 2022.
Uma senhora de 69 anos afirmou que estava em sua casa por volta das 17:30 horas quando "sentiu algo escuro em seu pescoço". Ela foi agredida sexualmente por trás e afirmou não ter visto o criminoso.
Na época, Giovane trabalhava como jardineiro na casa da mulher. Em um depoimento colhido durante as investigações, ele afirmou que terminou o serviço uma hora antes do crime.
Ele disse que não havia visto nada de suspeito no local e voltou para casa, onde tomou banho para se encontrar com a namorada.
O caso foi encerrado em julho deste ano, após a polícia afirmar que não conseguiu encontrar o responsável pelo crime:
"Após oitivas de testemunhas e do levantamento da ficha de alguns suspeitos, em que pese todos os esforços, os investigadores desta unidade policial não obtiveram êxito em descobrir a autoria do ocorrido", está escrito no inquérito.
As evidências coletadas foram armazenadas no Banco Nacional de Dados, para o caso de coincidirem com outro crime.
Agora, a polícia investiga se Giovane também teria sido o autor da agressão sexual contra a idosa.
Caso as novas investigações concluam que Giovane de fato violentou a senhora, ele não poderá sofrer punições pelo crime.
Isso porque na época tinha 17 anos de idade e teria que cumprir medidas sócio educativas por até três anos.
No entanto, como ele já completou 21 anos e não responde mais sob o Estatuto da Criança e do Adolescente não poderia mais ser punido pelo caso.
O Estatuto prevê que os menores apreendidos devem ser libertados assim que completam 21 anos, independentemente da pena.
Esse é mais um caso em que a lei faz com que o criminosos não seja responsabilizado por seus atos.
A sensação de impunidade pode ser um fator estimulante para que criminosos desrespeitem a lei.
O tema é abordado no documentário Entre Lobos, uma das principais produções sobre a crise de segurança pública no Brasil.
Garanta acesso a esta e todas as produções originais da Brasil Paralelo por apenas R$10 ao mês clicando no link abaixo:
Como um veículo independente, não aceitamos dinheiro público. O que financia nossa estrutura são as assinaturas de cada pessoa que acredita em nossa causa.
Quanto mais pessoas tivermos conosco nesta missão, mais longe iremos. Por isso, agradecemos o apoio de todos.
Seja também um membro da Brasil Paralelo e nos ajude a expandir nosso jornalismo.