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Crime
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Lolita Express: veja como era o avião que Epstein usava para transportar vítimas e celebridades

Documentos divulgados pelo governo americano mostram obsessão de Epstein com livro sobre pedofilia.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
12/2/2026 14:27
ABC News

Algumas das pessoas mais influentes do mundo voaram no avião particular de Jeffrey Epstein

O piloto Lawrence Paul Visoski Jr., que trabalhou com Epstein por mais de 25 anos, confirmou que nomes como Donald Trump, Bill Clinton e o príncipe Andrew estiveram a bordo.

Fotos divulgadas após a prisão de Epstein revelam um interior luxuoso e incomum para um jato executivo.

O Boeing 727, com capacidade para 29 passageiros, tinha poltronas e sofás de veludo vermelho, paredes revestidas em mogno e teca, armários espelhados, uma cozinha completa e uma área de jantar separada. 

Imagem: The Sun

A cabine principal incluía um lounge circular com cadeiras bege, iluminação indireta e persianas personalizadas atrás de vidros escurecidos.

Imagem: The Sun.

Na parte traseira, havia um quarto privativo com cama queen-size, pequena mesa de trabalho, área de estar e banheiro com chuveiro integrado.

Imagens: The Sun.

Consultores que visitaram a aeronave após sua desativação relataram que “tudo se transformava em cama e que o ambiente lembrava uma decoração dos anos 1970, com cores fortes e acabamento em veludo. 

O avião se tornou peça central nas acusações de que jovens eram transportadas entre as propriedades de Epstein

O piloto afirmou no tribunal que nunca viu nenhuma atividade ilegal acontecendo a bordo, ainda assim, o avião virou um símbolo do caso.

Após a prisão e morte de Epstein em 2019, a aeronave foi retirada de circulação. Ela foi encontrada anos depois em um aeroporto na Geórgia, com os motores removidos.

  •  A Brasil Paralelo estudou o caso Jeffrey Epstein e as principais teorias que o cercam com a quarta temporada de Investigação Paralela. Clique aqui para ter acesso à série completa.

De onde veio o nome “Lolita”

A aeronave ficou conhecida pela imprensa como “Lolita Express”. O apelido faz referência ao romance Lolita, do escritor russo Vladimir Nabokov.

A obra narra a obsessão de um professor adulto por sua enteada de 12 anos, Dolores Haze, apellidada de Lolita. A trama gira em torno da manipulação e abuso.

A bizarra obsessão de Epstein com Lolita

A relação de Epstein com o livro de Nabokov vai além do apelido para o avião. Nos e-mails divulgados pelo Departamento de Justiça, o termo “Lolita” aparece mais de 200 vezes.

Há registros de que ele recomendava a leitura para outras pessoas e até comprou mais de uma edição da obra.

Além disso, há imagens de mulheres com trechos escritos em seus corpos. Os casos mais emblemáticos disso foram publicados ainda no ano passado.

Na época, parlamentares Democratas divulgaram uma série de arquivos do acervo de Epstein enquanto pressionavam pela liberação de mais material

Veja as referências ao livro divulgadas na época abaixo:

Entre as fotos, há imagens com trechos do romance “Lolita” escritos no corpo de uma mulher

No pé dela estava escrito “ela era Lo, simplesmente Lo, pela manhã, com um metro e quarenta e poucos, de pé, usando apenas uma meia.” 

Imagem: Reprodução

As fotos mostram que no pescoço da mulher estava escrita a frase “ela era Dolly na escola”.

Imagem: Reprodução

Em outra foto é possível ler a frase “Ela era Lola de meias” escrita em outra parte do corpo da mulher:

Imagem: Reprodução.

Entre seus seios foi escrita a citação “Lo-li-ta: a ponta da língua fazendo uma viagem de três passos pelo palato para bater, no terceiro, nos dentes. Lo. Li. Ta.”

Imagem: Reprodução.

A última foto mostra as costas nuas da mulher com a frase “ela era Dolores na linha pontilhada".

Imagem: Reprodução.

Todos esses trechos fazem parte de um parágrafo do livro, no qual o professor fala sobre o que a menina representava para ele e para outras pessoas:

Lo-li-ta: a ponta da língua fazendo uma viagem de três passos pelo palato para bater, no terceiro, nos dentes. Lo. Li. Ta. Ela era Lo, simplesmente Lo, pela manhã, com um metro e quarenta e poucos, de pé, usando apenas uma meia. Era Lola de calças compridas. Era Dolly na escola. Era Dolores na linha pontilhada. Mas, em meus braços, ela era sempre Lolita”, é a citação completa.

As imagens não indicam quem é a pessoa fotografada e nem aponta para um crime, mas deixam clara a forma como a pessoa que escreveu ou mandou escrever as frases tem fantasias sobre o livro.

Entenda o que realmente é o caso Epstein

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