Trump apoia a divulgação e disse que os republicanos “não têm nada a esconder”.
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A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou uma medida que obriga o Departamento de Justiça a divulgar os arquivos relacionados a Jeffrey Epstein dentro de 30 dias.
A proposta quase atingiu a unanimidade, com um placar de 427 votos a favor. Apenas o deputado republicano Clay Higgins.
A matéria seguirá para o Senado, onde também deverá ser aprovada antes de ser encaminhada para a sanção de Trump.
O presidente vinha se opondo à proposta e acusava os democratas de tentarem utilizar o caso para tirar a atenção da paralisação do governo após o orçamento para 2026 não ser aprovado.
No entanto, o cenário mudou drasticamente no final de semana. Trump passou a defender que os republicanos deveriam votar a favor da divulgação:
"Os republicanos da Câmara deveriam votar para divulgar os arquivos de Epstein, porque não temos nada a esconder".
Ao longo das últimas semanas, os democratas têm divulgado diversos e-mails que teriam sido enviados por Epstein antes de sua morte na prisão em 2019. O presidente e a Casa Branca dizem que essas informações seriam falsas.
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As mensagens têm trechos incriminadores contra Trump, indicando seu envolvimento com os abusos sexuais e o tráfico humano promovido pelo milionário.
Em um dos textos enviado no dia 2 de abril de 2011, o empresário fala sobre trump para Maxwell.
O milionário afirma que o presidente teria passado horas a sós com uma das vítimas:
“Quero que você perceba que aquele cachorro que ainda não latiu é Trump… [vítima] passou horas na minha casa com ele, ele nunca foi mencionado nem uma vez. chefe de polícia etc. eu estou 75% lá”.

As outras mensagens foram trocadas entre Epstein e o jornalista e escritor Michael Wolff.
Entre trechos censurados com tarjas pretas é possível ler Mar-a-Lago, nome de uma mansão comprada por Trump e transformada em um resort.
Em outra parte do mesmo e-mail, Epstein disse que o presidente o pediu para ele renunciar a seu título de sócio do resort e deixou claro que ele sabia sobre seus crimes:
“Trump disse que me pediu para renunciar, [mas] nunca fui membro. É claro que ele sabia sobre as meninas, já que pediu para Ghislaine parar”.

O outro documento divulgado pelos democratas foi uma troca de mensagens entre o jornalista e o milionário.
A conversa começou com Wolff comentando a possibilidade de repórteres da CNN questionarem Trump sobre os vínculos com Epstein:
"Eu ouvi que a CNN está planejando perguntar a Trump esta noite sobre a relação dele com você. Ou ao vivo ou no quebra-queixo depois".
O milionário respondeu perguntando sobre uma possível resposta:
"Se nós pudéssemos elaborar uma resposta para ele, qual você acha que deveria ser?"
Em seguida, o jornalista sugeriu que Epstein deveria deixar Trump entrar em uma situação complicada para conseguir vantagens políticas:
"Eu acho que você deveria deixá-lo 'se enforcar' (analogia para se complicar sozinho). Se ele disser que não esteve no avião ou na casa (de Epstein), isso lhe dá um valioso capital de RP (Relações Públicas) e político. Você pode complicá-lo de uma forma que potencialmente gere um benefício positivo para você, ou, se realmente parecer que ele poderia ganhar, você poderia salvá-lo, gerando uma dívida. É claro, é possível que, quando perguntado, ele diga que Jeffrey é um grande sujeito e foi injustiçado e é uma vítima do politicamente correto, que será ilegalizado em um regime Trump".

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