Presidente disse que documentos são apenas uma tentativa da oposição manipular a opinião pública
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Deputados do Partido Democrata divulgaram nesta quarta‑feira (12) e‑mails de Jeffrey Epstein segundo os quais Trump saberia sobre a rede de exploração sexual.
Os parlamentares consideram que os textos são os indícios mais sólidos até agora de que Trump estava informado sobre o esquema.
Nos três e‑mails tornados públicos, Epstein troca mensagens com sua namorada e assistente Ghislaine Maxwell e o escritor Michael Wolff.
Em um dos textos enviado no dia 2 de abril de 2011, o empresário fala sobre trump para Maxwell.
O milionário afirma que o presidente teria passado horas a sós com uma das vítimas:
“Quero que você perceba que aquele cachorro que ainda não latiu é Trump… [vítima] passou horas na minha casa com ele, ele nunca foi mencionado nem uma vez. chefe de polícia etc. eu estou 75% lá”.

As outras mensagens foram trocadas entre Epstein e o jornalista e escritor Michael Wolff.
Entre trechos censurados com tarjas pretas é possível ler Mar-a-Lago, nome de uma mansão comprada por Trump e transformada em um resort.
Em outra parte do mesmo e-mail, Epstein disse que o presidente o pediu para ele renunciar a seu título de sócio do resort e deixou claro que ele sabia sobre seus crimes:
“Trump disse que me pediu para renunciar, [mas] nunca fui membro. É claro que ele sabia sobre as meninas, já que pediu para Ghislaine parar”.

O outro documento divulgado pelos democratas foi uma troca de mensagens entre o jornalista e o milionário.
A conversa começou com Wolff comentando a possibilidade de repórteres da CNN questionarem Trump sobre os vínculos com Epstein:
"Eu ouvi que a CNN está planejando perguntar a Trump esta noite sobre a relação dele com você. Ou ao vivo ou no quebra-queixo depois".
O milionário respondeu perguntando sobre uma possível resposta:
"Se nós pudéssemos elaborar uma resposta para ele, qual você acha que deveria ser?"
Em seguida, o jornalista sugeriu que Epstein deveria deixar Trump entrar em uma situação complicada para conseguir vantagens políticas:
"Eu acho que você deveria deixá-lo 'se enforcar' (analogia para se complicar sozinho). Se ele disser que não esteve no avião ou na casa (de Epstein), isso lhe dá um valioso capital de RP (Relações Públicas) e político. Você pode complicá-lo de uma forma que potencialmente gere um benefício positivo para você, ou, se realmente parecer que ele poderia ganhar, você poderia salvá-lo, gerando uma dívida. É claro, é possível que, quando perguntado, ele diga que Jeffrey é um grande sujeito e foi injustiçado e é uma vítima do politicamente correto, que será ilegalizado em um regime Trump".

O presidente disse que as acusações são apenas uma forma de tirar o foco da opinião pública da paralisação causada pela não aprovação do orçamento para o próximo ano:
“Os democratas estão tentando trazer à tona novamente a farsa de Jeffrey Epstein porque farão qualquer coisa para desviar a atenção do quão mal têm se saído em relação ao fechamento do governo, e em tantos outros assuntos. Apenas um republicano muito ruim ou estúpido cairia nessa armadilha.”
A mensagem continuou afirmando que o caso Epstein é apenas uma distração e alegando que os republicanos devem focar em reverter a paralisação:
“Não deve haver distrações com Epstein ou qualquer outra coisa, e quaisquer republicanos envolvidos devem estar focados apenas em reabrir nosso país e consertar os danos massivos causados pelos democratas!”
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, seguiu a linha da publicação de Trump e acusou os democratas de tentarem manipular a opinião pública:
“Essas histórias não passam de tentativas de má-fé para desviar a atenção das conquistas históricas do presidente Trump, e qualquer americano com bom senso percebe essa farsa e essa clara manobra para impedir a reabertura do governo”.
Desde que Jeffrey Epstein foi encontrado enforcado dentro de sua cela em 2019, o caso tem sido rodeado por teorias da conspiração.
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