André Valadão se pronuncia sobre a denúncia de Damares
O líder da Igreja Batista da Lagoinha, uma das mais famosas no país, publicou uma nota sobre o caso em sua conta no Instagram.
Ele afirmou que “não há qualquer indício, evidência ou comprovação de que a igreja foi utilizada direta ou indiretamente em qualquer esquema ou prática irregular relacionada à CPMI do INSS ou à Operação Compliance Zero".
Fabiano Campos Zettel, cunhado do dono do Banco Master que chegou a ser preso por algumas horas ontem, era uma liderança dentro da igreja da Lagoinha.
Os advogados de Zettel afirmam que ele “tem atividades conhecidas e lícitas, sem relação alguma com a gestão do Banco Master” e que a viagem se daria “em razão de negócios”.
Na nota, Valadão afirmou que ele foi oficialmente suspenso das atividades que cumpria lá ainda no início das investigações, em novembro de 2025.
Cesar Bellucci ganhou rolex e BMW de investigado, mas nega lavagem de dinheiro
O pastor Cesar Bellucci, líder da igreja Sete Church, admitiu ter recebido um carro BMW e um relógio Rolex do empresário Felipe Macedo Gomes, investigado no esquema do INSS.
Felipe Gomes foi presidente da Amar Brasil Clube de Benefícios (ABCB), uma das entidades investigadas pela PF.
De acordo com o pastor, os bens foram doações pessoais. Ele afirma que, após se afastar da Sete Church, o empresário pediu de volta tanto o relógio quanto o veículo.
Segundo o pastor, Gomes teve uma relação marcada por idas e vindas com a igreja, chegando a frequentar outra denominação evangélica por um período. Quando retornou, em 2024, teria devolvido o Rolex a Bellucci.
Após reportagens levantarem suspeitas sobre possível lavagem de dinheiro, Bellucci negou qualquer irregularidade.
“Em nenhum momento ele me pediu a oferta que deu para a igreja, dízimo que deu para a igreja. Não houve esse pedido”.
Presidente da Adoração Church critica as acusações
Héber Trigueiro, o presidente da Adoração Church, criticou a denúncia em entrevista para o Estadão e disse que a acusação acontece “sem uma investigação fosse concluída”.
“Foi lamentável ter o nosso nome citado nacionalmente sem que uma investigação fosse concluída e sem que qualquer culpa tenha sido constatada”, disse.
O religioso seguiu dizendo que vai colaborar com a justiça e buscará os meios necessários para se defender:
“Tivemos uma reunião com nosso advogado e estamos buscando os meios adequados para nos defendermos. Tudo o que a CPMI me pedir, eu vou entregar. Não tenho absolutamente nada a esconder”
Igreja Campo de Anatote
Em nota enviada ao Estado de São Paulo, a igreja disse que as acusações de Damares não condizem com a realidade:
“A Igreja Evangélica Campo de Anatote, devidamente constituída e comprometida com os princípios das Sagradas Escrituras, teve seu nome injustamente exposto em rede nacional em relação à CPMI do INSS.”
A nota segue afirmando que não existem provas de irregularidades e a Comissão parlamentar continua investigando o caso:
“Não há indícios ou provas que demonstrem que a Igreja tenha sido utilizada por qualquer um dos envolvidos no esquema criminoso que está sendo investigado pela referida CPMI.
Outro ponto levantado pela igreja foi que ela não recebeu nenhuma doação de investigados pelo escândalo:
“Ademais, é FUNDAMENTAL RESSALTAR que a Igreja Evangélica Campo de Anatote NÃO RECEBEU NENHUM VALOR OU DOAÇÃO de qualquer pessoa envolvida na mencionada fraude do INSS e não possui qualquer envolvimento ou foi utilizada para práticas ilícitas.
A Brasil Paralelo buscou contato com os outros citados, porém não obteve resposta. A matéria será atualizada caso haja algum retorno.