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Desde novembro, as investigações sobre o Banco Master correm sob sigilo por decisão do ministro Dias Toffoli, relator do caso.
Mesmo com o mistério em torno das descobertas da PF, Toffoli autorizou a divulgação de parte dos depoimentos.
Entre eles, está o do dono do banco, Daniel Vorcaro, que falou em dezembro. Enquanto falava com a delegada Janaína Palazzo, ele foi questionado sobre sua proximidade com políticos e figuras importantes dos três poderes.
O banqueiro respondeu dizendo que se tivesse a influência que a mídia diz, não teria sido investigado e teria conseguido vender o Master para o BRB:
“Se eu tenho tantas relações políticas, como estão dizendo, e se eu tivesse pedido a ajuda desses políticos, eu não estaria com a operação do BRB negada, eu não estaria aqui de tornozeleira, eu não teria sido preso e estava com a minha família sofrendo o que a gente está sofrendo.”
A fusão com o banco público foi impedida pelo Banco Central, que considerou o negócio arriscado. Pouco tempo depois, o órgão determinou a liquidação do Master.
Vorcaro reconheceu que se encontrou com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), por considerar que ele era um “controlador indireto” do banco estatal.
Banco Master deu milhões para políticos
Apesar das falas de Vocarno, o banqueiro tinha uma folha de pagamento com alguns nomes no mínimo importantes.
Lewandowski ganhou R$5 milhões do banco
O escritório de advocacia do ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski recebeu R$5 milhões do Banco Master por serviços de consultoria jurídica.
A consultoria foi feita após indicação do senador Jaques Wagner (PT), segundo a jornalista Andreza Matai do Metrópoles.
O contrato previa pagamentos mensais de R$250 mil e foi assinado em 2023. O último pagamento foi feito em setembro do ano passado.
Em nota enviada ao G1, a assessoria de Lewandowski afirmou que ele parou de trabalhar para o banco quando se tornou ministro do governo Lula:
"Ao ser convidado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir o Ministério da Justiça de Segurança Pública, em janeiro de 2024, Lewandowski retirou-se de seu escritório de advocacia e suspendeu o seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), deixando de atuar em todos os casos".
Banco Master fechou contrato milionário com esposa de Moraes
Uma reportagem do jornal O Globoacusa Alexandre de Moraes de ter mantido conversas com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
Na época, o banco ainda buscava autorização do BC para ser comprado pelo Banco de Brasília (BRB).
O caso ganhou ainda mais repercussão com a revelação de que o escritório de advocacia da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, mantinha um contrato com o Banco Master.
O acordo previa pagamentos mensais de R$3,6 milhões entre 2024 e 2027, totalizando cerca de R$130 milhões.
Em nota, o ministro afirmou que teve reuniões com o presidente do Banco Central, mas foram exclusivamente sobre a Lei Magnitsky, à qual ficou sujeito entre os meses de julho e dezembro:
"O Ministro Alexandre de Moraes esclarece que, em virtude da aplicação da Lei Magnitsky, recebeu para reuniões o presidente do Banco Central, a presidente do Banco do Brasil, o Presidente e o vice-presidente Jurídico do Banco Itaú", diz a nota.
Ex-ministro da Fazenda ganhava R$1 milhão por mês
Outro contratado do Banco Master era o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, o petista chegou a receber mais de R$1 milhão por mês em consultorias, segundo o Metrópoles.
O jornal afirma que o trabalho de Mantega se baseava em fazer “lobby” e usar seus contatos no meio político e financeiro para ajudar na aprovação da venda do BRB. Ele recebeu ao menos R$16 milhões.
O ex-ministro teria conseguido até arranjar uma reunião fora da agenda oficial entre Vocarno e Lula, em dezembro de 2024.
Mais uma vez, o contrato aconteceu depois de uma indicação do líder do governo no Senado, o petista Jaques Wagner.
Temer também foi contratado para representar o banco
Advogado de formação, Temer foi contratado para mediar e tentar destravar a venda do banco para o BRB.
O contrato com o ex-presidente foi feito após o negócio original ser rejeitado pela diretoria do BC.
Em entrevista ao programa Roda Viva, Temer afirmou que foi chamado a Brasília pelo governador do Distrito Federal para tentar conduzir uma negociação política e institucional.
Segundo ele, Daniel Vorcaro e o governador de Brasília o contrataram para fazer a mediação na negociação:
"Eu fui para Brasília, estava lá uma reunião, estava o Daniel Vorcaro. E o Ibaneis me disse, o governador Ibaneis: 'Nós queríamos que você fizesse uma mediação, que nós ainda temos interesse em manter essa negociação, embora mais restrita, em face do que está acontecendo'. Então, foi assim que eu fui contratado para fazer uma mediação. É o que eu estou fazendo."
Henrique Meirelles
O ex-presidente do Banco Central de Lula e ex-ministro da Fazenda de Temer também trabalhou para o Master.
Meirelles chegou a integrar o Comitê Consultivo da empresa de Vorcaro após Lewandowski deixar a posição para virar ministro da Justiça de Lula. Ele atuou ao lado do também ex-presidente do Banco Central Gustavo Loyola.
Outros políticos e figuras públicas importantes também estão sendo acusadas de apoiar Locarno e manter relações muito próximas com ele.
No entanto, esses são os principais nomes que foram contratados pelo empresário, segundo a imprensa.
Entenda melhor o caso do Banco Master com o especial da Brasil Paralelo. Assista completo abaixo:
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